Falta de legislação e dificuldades técnicas para localizar criminosos impedem ações para coibir ataques virtuais

Android é alvo de desenvolvimento de vírus na China
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Android é alvo de desenvolvimento de vírus na China
Nem só de fábricas de eletrônicos, roupas e outros produtos vive a China . Junto com a Rússia, o país abriga a maior parte dos cibercriminosos que desenvolvem vírus, worms e outras ameaças para atacar smartphones. “A maioria das amostras de vírus para smartphones que já coletamos vem da China, mas o problema já se tornou global”, diz Tim Armstrong, analista de malware da Kaspersky para os Estados Unidos.

Muitas das amostras de código malicioso desenvolvidas por chineses e russos atacam pessoas que moram no mesmo país e outra parte é exportada para países com alta concentração de smartphones. “Especialmente quando se trata de malware para Android grande parte das amostras vem dessas regiões”, disse Richard Marko, CEO mundial da Eset, em entrevista exclusiva ao iG .

Entre os tipos mais populares de ameaças desenvolvidos nestes países estão aplicativos que fazem ligações ou enviam mensagens de texto (SMS) para números pagos, ataque silencioso que só mostra o prejuízo para o usuário no final do mês, já que a tarifa é debitada na conta do celular e creditada para o cibercriminoso. “Essa é uma das principais estratégias para roubar dinheiro”, diz Marko.

Este tipo de crime, apesar das poucas ocorrências no Brasil, quase sempre passa despercebido pelo usuário. “Às vezes, o valor de cada mensagem é tão baixo que as pessoas não percebem ao analisar a conta”, diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil.

De acordo com os especialistas de segurança consultados, apesar de o Brasil liderar a produção de vírus e outras ameaças na América Latina , até agora os criminosos locais ainda não entraram no mercado de vírus para smartphones. “Por enquanto não há nenhuma amostra desse tipo de malware criada no Brasil”, diz Armstrong, da Kaspersky.

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