Com o sonho de ser aceito na Universidade de Stanford (EUA), carioca divide tempo entre estudos e programação

Em vez de bicicleta, carrinhos e jogos de rua, os computadores Mac e as câmeras fotográficas de última geração eram os brinquedos favoritos do carioca Pedro Franceschi quando ele tinha oito anos. Os gadgets já eram velhos conhecidos de seu pai, que trabalhava como designer, e ele não se importava em ver o filho “fuçar” nas suas máquinas fora do horário de expediente. “Sempre saí mexendo no computador, sem ligar se algo ia dar errado”, diz Pedro.

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Pedro Franceschi, desenvolvedor brasileiro, escreve software desde os oito anos
Reprodução
Pedro Franceschi, desenvolvedor brasileiro, escreve software desde os oito anos
Em 2005, o garoto ainda com menos de 10 anos, começou a se interessar por programação e não demorou a encontrar material sobre linguagens, como C++, na internet. Em fóruns de discussão e blogs, ele aprendeu aos poucos como desenvolver aplicativos simples para computador e, mais tarde, para o iPhone, smartphone da Apple.

Pedro passou a ficar cada vez mais tempo em frente ao computador. A atividade passou a ser a sua favorita quando não estava na escola. “Fico no computador quase 100% do tempo que tenho livre”, diz o carioca, hoje com 15 anos. Até agora, ele já desenvolveu cinco aplicativos que ficaram conhecidos em blogs e fóruns de discussão do Brasil e de outros países.

Tanto tempo de uso do computador deixou a mãe preocupada, o que gerou várias discussões sobre as atividades do filho na internet. “Ela só parou de se preocupar quando eu mostrei que um projeto meu estava sendo compartilhado em blogs e sites da Europa e dos Estados Unidos”, diz Pedro.

Noites em claro são comuns

Com o trabalho na agência e as aulas do primeiro ano do Ensino Médio, o tempo para programar aplicativos pessoais ficou menor, mas nem por isso Pedro deixou os projetos de lado. Ele aproveita o tempo livre nas férias e, às vezes, passa algumas madrugadas em claro, escrevendo software.

A prática será necessária para apoiar a profissão escolhida: Engenharia da Computação. Depois que terminar o Ensino Médio, no final de 2013, Pedro planeja prestar vestibular para o curso de graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). “Meu sonho é conseguir uma vaga na Universidade de Stanford ou no Massachussets Institute of Technology”, diz Pedro. “Mas pra entrar lá precisa ser bom em tudo e eu não gosto muito de estudar disciplinas relacionadas a humanas.”

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Apesar do talento na programação - que já lhe rendeu mais de 50 propostas de emprego após a criação do aplicativo que permitiu que o Siri, aplicativo do iPhone 4S , interprete o idioma português - Pedro tenta não apressar o futuro. “Algumas pessoas já fizeram propostas para abrir uma empresa comigo, mas tenho receio de aceitar qualquer oportunidade. É um investimento de risco”, diz o garoto.

A meta da carreira, segundo o adolescente, é tomar sempre as decisões certas. “ Steve Jobs é um dos grandes ídolos da minha vida, porque sempre soube o que estava fazendo e criava coisas que ninguém tinha pensado. Gostaria de ser como ele", diz Pedro.

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