Em vez de criar um aplicativo para cada sistema operacional, é possível criar uma página web “com cara” de aplicativo

Um dos desafios enfrentados pelos desenvolvedores é criar aplicativos que funcionem em qualquer smartphone, já que cada plataforma (seja iOS, Android, BlackBerryOS ou outras) exige um código diferente para funcionar. Felizmente, com o padrão aberto HTML5 , a vida dos desenvolvedores deve ficar mais fácil.

Por meio desse padrão, é possível desenvolver uma página web para smartphones com interface e recursos similares aos de um aplicativo. A diferença está no acesso: em vez de instalar o aplicativo no aparelho, basta acessar o “web app” por meio do navegador do celular.

O HTML5 ainda não consegue substituir completamente os aplicativos projetados especificamente para cada plataforma, mas pode dar conta do recado em serviços simples, como consulta a notícias.

A grande vantagem do HTML5, de acordo com Tiago Dória, colunista do iG , é que as páginas web se tornam agnósticas, ou seja, funcionam em qualquer dispositivo – desde e-readers, tablets, computadores e celulares. Além disso, quando substituem um aplicativo pago por um “web app”, os desenvolvedores deixam de pagar a comissão ao fabricante da plataforma (30% no caso da Apple e 10% no caso do Google), já que o acesso ao aplicativo acontece “por fora” da loja de aplicativos.

Kindle Cloud Reader permite ler livros em um web app a partir de qualquer dispositivo
Reprodução
Kindle Cloud Reader permite ler livros em um web app a partir de qualquer dispositivo
Segundo Gabriel Rinaldi, diretor de desenvolvimento da Galápagos, um dos motivos para o desenvolvimento ainda tímido de web apps é a velocidade de carregamento do conteúdo, que depende da velocidade da rede a que o usuário está conectado. “Mantemos esse tipo de aplicativo no nosso radar, porque é algo que está crescendo muito rápido em todo o mundo”, diz Rinaldi.

Recentemente, grandes empresas lançaram web apps de seus serviços. A Amazon, por exemplo, lançou uma versão do Kindle desenvolvida em HTML5. Voltada para o iPad, ela permite que os usuários leiam todos os seus livros sem instalar aplicativos no aparelho.

Com Kindle Cloud Reader, a Amazon conseguiu driblar a exigência da Apple, que obriga os desenvolvedores a remover links de compra para sites externos de seus aplicativos. O Twitter também lançou uma versão de seu site móvel em HTML5 recentemente e o Facebook deve fazer o mesmo em breve.

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