Agência de regulamentação de dados da França vai iniciar uma investigação oficial

A agência de regulamentação de dados da França vai iniciar uma investigação oficial sobre as novas normas de privacidade do Google , anunciando em sua interpretação preliminar que elas não são compatíveis com as leis europeias de proteção à privacidade pessoal.

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Em carta ao Google com data de 27 de janeiro, a Comission Nationale de l'Informatique e des Libertés (CNIL) informou que conduziria o inquérito em cooperação com outras agências regulatórias europeias, e que enviaria uma lista de perguntas ao grupo norte-americano de Internet até meados de março.

O Google anunciou em janeiro que simplificaria suas normas de privacidade, consolidando 60 regulamentos diferentes em um modelo único que se aplicará a todos os serviços, incluindo YouTube, Gmail e o site de redes sociais Google+.

Isso permitiria que o gigante de buscas na Web agregasse todos os dados que recolhe de usuários individuais em todos os seus serviços. O Google informou que essa unificação ajudaria na personalização dos resultados de buscas e melhoraria o serviço para os usuários, que não poderão optar por não usar as novas normas se desejarem continuar usando os serviços do Google.

"A CNIL e as autoridades de proteção de dados da União Europeia estão profundamente preocupadas com essa combinação de dados pessoais de diferentes serviços; têm fortes dúvidas quanto à legalidade e lisura desse processamento, e sobre sua compatibilidade com a legislação europeia de proteção a dados", escreveu a agência francesa ao Google.

As mudanças entrarão em vigor em 1º de março, sendo que dois pedidos de organizações regulatórias europeias para que o Google adiasse a medida foram rejeitados pela empresa.

Em resposta à carta da CNIL, o Google afirmou em blog que responderia prontamente as perguntas das autoridades europeias de proteção a dados.

"Como afirmamos diversas vezes ao longo da semana passada, embora nossas normas de privacidade mudem em 1º de março, nosso compromisso quanto ao princípio de respeito à privacidade continua tão forte quanto no passado", escreveu a companhia.

(Por Leila Abboud)

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