Desde 2010, Paul Ceglia alega que possui 50% do Facebook com base em um contrato assinado por ele e por Mark Zuckerberg

Em mais um processo, Mark Zuckerberg tenta provar que criou o Facebook sozinho
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Em mais um processo, Mark Zuckerberg tenta provar que criou o Facebook sozinho
Os advogados do Facebook divulgaram nesta semana que encontraram o contrato original em que Paul Ceglia, um nova-iorquino, contratou Mark Zuckerberg, fundador da rede social, para desenvolver um site chamado StreetFax.com. Desde 2010, Ceglia tenta provar na Justiça americana que tem direito a 50% do Facebook por conta de um contrato de sociedade assinado com Zuckerberg.

Segundo o site da revista Wired , além de registrar em um documento entregue na Corte Federal dos Estados Unidos, os advogados do Facebook acionaram Ceglia por ter escondido dos advogados computadores e máquinas de armazenamento de dados, onde os advogados poderiam encontrar indícios da fraude, violando assim a decisão da Corte. O contrato, junto aos documentos em que os advogados alegam sua veracidade, foram entregues à Corte na última sexta-feira (5).

Nos computadores que Ceglia permitiu que fossem vistoriados, os advogados do Facebook afirmam ter encontrado cerca de 120 documentos relevantes para a investigação. Contudo, os advogados de Ceglia alegam que tratam-se de informações confidenciais e que, por isso, não podem ser usadas no processo. Agora, o Facebook apela à Corte pela autorização do uso do material no processo.

Os advogados de Ceglia, por outro lado, agora pedem ao juiz que obrigue Zuckerberg a mostrar todos os e-mails trocados com Ceglia durante o período em que ele trabalhou para a Street Fax. No início de agosto, o Facebook anunciou que havia encontrado evidências irrefutáveis de que o contrato era uma fraude.

Contrato entre Ceglia e Zuckerberg existiu

As duas partes concordam que, em 2003, Ceglia contratou Zuckerberg, na época estudante da Universidade de Harvard, para trabalhar para a empresa Street Fax. Ceglia alega na ação contra a rede social que, o contrato assinado, previa US$ 1 mil, usados por Zuckerberg como fundo inicial para desenvolver o Facebook.

O Facebook, no entanto, argumenta que Ceglia fraudou o contrato autêntico e agora alega ter achado uma cópia do contrato original. Se a Corte aceitar o documento, os advogados do Facebook podem colocar fim ao processo de Ceglia. O juiz deve se pronunciar sobre o caso em 17 de agosto.

Zuckerberg enfrenta mais um processo

O processo de Ceglia trata-se do quarto enfrentado por Zuckerberg desde a criação da rede social Facebook. Os primeiros a processar a rede social foram os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, estudantes de economia também em Harvard, que pediram ajuda a Zuckerberg para criar uma rede social chamada Harvard Connection pouco antes da criação do Facebook. O brasileiro Eduardo Saverin também processou Zuckerberg, já que investiu cerca de US$ 20 mil de seu próprio bolso na rede social. Os dois casos foram retratados no filme "A rede social".

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