Site de compartilhamento de fotos agora permite que os usuários "censurem" suas próprias fotos, em protesto contra projeto SOPA

Flickr permite que usuários escureçam fotos para protestar contra a SOPA
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Flickr permite que usuários escureçam fotos para protestar contra a SOPA
O Flickr anunciou agora há pouco que também está entre as empresas que protestam contra o SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect Intellectual Property Act), projetos que podem censurar a web nos Estados Unidos. Nas próximas 24 horas, o Flickr permitirá que os usuários escureçam suas próprias fotos, como se estivessem censuradas, como forma de manifestar sua oposição ao projeto de lei, que deve ser votado em fevereiro pelo congresso americano.

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Segundo o Flickr, os internautas cadastrados poderão, também, “censurar” fotos publicadas por outros usuários durante o período. O novo recurso seria uma maneira de permitir que os usuários sintam, na prática, o que é ter um conteúdo censurado na web.

Para escurecer uma foto publicada no Flickr, o usuário deverá acionar um botão azul, que aparecerá embaixo das fotos, com o comando “Escureça esta foto”. Cada usuário do Flickr só poderá “censurar” até 10 fotos publicadas por outras pessoas. Caso o usuário não queira participar do protesto - nem deixar que os usuários escureçam suas fotos - é possível desligar o recurso nas configurações do perfil.

Outras empresas de internet protestam, desde o início da manhã de hoje, contra a votação do SOPA e do PIPA, que devem acontecer nas próximas semanas. A Wikipedia, por exemplo, anunciou que ficará fora do ar por 24 horas, enquanto o Google mostra, em sua página de busca americana, um link com informações sobre os perigos da lei, se aprovada. No total, mais de 10 mil sites protestam hoje na internet contra a aprovação da lei, mais de 300 deles brasileiros.

Elaborada em outubro, a SOPA tem sido alvo de polêmica nos Estados Unidos. Voltada principalmente para lidar com sites que hospedam cópias piratas de filmes e músicas fora dos Estados Unidos, a SOPA pode permitir que o governo americano obrigue os provedores daquele país a bloquear acesso a sites acusados de pirataria de conteúdo. Além disso, empresas de pagamento, como PayPal, teriam que cortar os serviços dos sites acusados. Empresas de publicidade também seriam proibidas de veicular anúncios em sites com conteúdo pirata.

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