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Futurecom 2011: Maioria não lê termo de uso antes de compartilhar

Especialistas debatem privacidade em evento do mercado de telecomunicações

Claudia Tozetto, iG São Paulo |

A maioria dos internautas brasileiros ainda não lê os termos de uso antes de se cadastrar em sites pela internet, de acordo com executivos da Microsoft, Yahoo! e da Associação Brasileira de Internet (Abranet). Os palestrantes debateram o assunto na nesta segunda-feira (12) durante a Futurecom 2011, feira e congresso de TI e telecomunicações, realizado em São Paulo (SP) até a próxima quarta-feira (14). “O usuário precisa entender como as empresas de internet tratam os dados fornecidos por ele", disse Marcos Swarowsky, diretor geral da divisão de publicidade da Microsoft Brasil.

Eduardo Fumes Parajo, presidente da Abranet, ressaltou a importância do "rodapé" dos sites, onde costumam ficar as informações de privacidade. Além disso, segundo Parajo, as empresas de internet também devem permitir que os usuários mudem as preferências de privacidade aceitas nos termos de uso a qualquer momento, da mesma forma como já foi estabelecido entre as empresas de marketing por e-mail para evitar o spam. Neste modelo, o usuário pode, a qualquer momento, desabilitar o envio de e-mais de uma empresa, mesmo que ele próprio tenha submetido seus dados anteriormente. "É preciso deixar claro para o usuário como o site está usando suas informações", diz Parajo.

Segundo Renato Pelissaro, diretor de inteligência e desenvolvimento de mercado do Yahoo!, o internauta deve observar nos termos de uso se a empresa determina quais dados do usuário (sejam pessoais ou de navegação), podem ser usados pela empresa para direcionar anúncios publicitários e por quanto tempo ela armazena essas informações. "No caso do Flickr, nós armazenamos os cookies por apenas 15 dias e não compartilhamos os dados com nenhuma outra empresa", diz Pelissaro.

"Mesmo sem ter uma lei específica, o Brasil está sujeito às políticas de privacidade discutidas em todo o mundo", diz Swarowsky, da Microsoft. Segundo ele, a empresa adota políticas de privacidade iguais em todos os países onde atua e, com isso, os brasileiros são beneficiados com normas rígidas de privacidade de dados.

Mais redes sociais, menos privacidade

Com o uso de redes sociais em crescimento, segundo os executivos, a tendência é que outros serviços de internet, como as ferramentas de busca, façam uso de cada vez mais informações dos usuários. É o caso do Bing que, em maio, aumentou a integração com o Facebook e passou a usar as recomendações dos amigos do internauta no Facebook para ordenar os resultados de busca mais relevantes.

O recurso funciona para todos os usuários que fizeram login no Facebook ao mesmo tempo em que usam o Bing. Apesar disso, é possível desabilitar o recurso no Bing, de modo que a ferramenta não personalize a busca. Contudo, para evitar que suas recomendações apareçam entre os resultados de busca dos amigos, diz Swarowsky, é preciso recorrer à rede social. "As informações do usuário só deixam de aparecer se ele alterar suas configurações de privacidade no Facebook."

Além do Bing, o Google já anunciou que utilizará dados dos usuários do Google+ e também do botão +1 para melhorar o algoritmo de busca e personalizar ainda mais os resultados. Segundo a empresa confirmou, no final de agosto, os dados de recomendações de links por meio da rede social influenciarão o ranking de buscas. Ainda não há prazo para a mudança.

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