Segundo Jane McGonigal, entusiasmo de gamers pode ser usado em projetos sociais

Evoke pode ter versão brasileira em breve
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Evoke pode ter versão brasileira em breve
O entusiasmo que faz com que muitos gamers passem horas a fio a frente de uma tela de computador ou TV pode ser usado para causas sociais. Essa é a opinião da pesquisadora Jane McGonigal, que, em palestra realizada no iG Digital Day, em São Paulo, mostrou exemplos jogos que estão ajudando a resolver problemas em vários países.

"Vários estudos científicos comprovam que jogos despertam emoções boas, como alegria, surpresa, curiosidade. Quando conseguimos aplicar essas emoções a projetos com causa social, podemos melhorar a vida das pessoas", afirmou Jane.

Segundo a pesquisadora, games causam uma sensação que tem o nome científico de Eustress, uma espécie de estresse positivo. Jane afirma que esse tipo de sensação, que mistura tensão, esforço e alegria ao completar tarefas, é muito poderosa quando usada de forma adequada.

Para exemplificar sua teoria, ela detalhou o funcionamento do game Evoke, feito pela sua empresa sob encomenda do Banco Mundial. A ideia inicial era aproveitar a lógica dos games para estimular o empreendedorismo em países da África.

"Criamos um jogo online com duração de dez semanas. Nele os jogadores tinham que resolver desafios da vida real, como fazer trabalho voluntário ou estabelecer contatos profissionais, para avançar. Eles usavam redes sociais para trocar ideias sobre novos desafios e informar seu progresso no jogo.", detalhou Jane.

Segundo a pesquisadora, ao final do jogo, que aconteceu em 2010, surgiram mais de 50 novas empresas nas comunidades envolvidas, financiadas pelo Banco Mundial e por doações. Em sua primeira edição, o Evoke foi jogado por quase 20 mil estudantes de vários continentes. Jane afirmou ainda que o Evoke pode ter uma edição focada no Brasil em breve.

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