Smartphone de entrada da Samsung surpreende no processamento

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Por Stella Dauer

A Samsung me enviou para teste o Galaxy 5, smartphone de entrada que muitas pessoas me pediam para testar. De cara já posso dizer que o aparelho me surpreendeu em muitas coisas, e agiu como esperado em outras. Vale a pena conferir esse review.

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O design

Ele tem o corpo bem bonitinho e é leve, apesar de o acabamento não ser dos melhores. Quem já viu o Corby, também da Samsung, vai achar o Galaxy 5 bem parecido, mesmo não sendo tão colorido quanto seu parente menos completo.

O corpo é todo em plástico preto brilhante, exceto pela borda decorativa prateada, também plástica. Ele é todo arredondado e seu tamanho se encaixa bem na mão. Em cima temos apenas a entrada para fone padrão, enquanto que do lado esquerdo ficam os botões de volume e a conexão microUSB, protegida por uma tampinha.

O acúmulo de botões acontece mesmo embaixo da tela. São nada menos do que 8 botões desgraçando de vez com o aspecto clean do aparelho: fazer chamada, desligar chamada/energia, menu, home, voltar, pesquisar e o central, que se divide entre confirmação e navegação. Todos físicos, não há qualquer botão de toque.

Tela, interface e sistema

Sua tela tem melhor definição do que os Motorolas com Android na mesma categoria, ficando até mesmo um pouco acima dos Sony Ericsson. Ela é pequena para quem aprecia smarts com telonas, mas suas 2.8 polegadas e 16 milhões de cores bastam para navegar na internet, jogar e até ver alguns vídeos curtos.

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A home tem até 7 janelas personalizáveis com aplicativos, atalhos e widgets variados. Os que a Samsung disponibiliza são bem interessantes e os outros são os fornecidos pelo sistema.

Há um problema aqui: esse aparelho vem com a versão 2.1 do Android, que tira do sistema várias benesses como o melhor gerenciamento de aplicativos, de bateria e outros. Em compensação o teclado QWERTY virtual, além de ser bem responsivo ¿ apesar de pequeno -, possui a função Swype. Nela você não tecla, mas desliza os dedos pelo teclado para formar palavras, uma função viciante.

Ao atender ligações, cuidado. Às vezes aparece o teclado numérico e você digita teclas com a bochecha enquanto está tentando falar com alguém.

Memória e aplicativos

São apenas 180MB de espaço interno disponível, e mesmo que isso seja mais do que encontramos em smarts mais parrudos é bem pouco, já que a versão 2.1 do Android ainda não permite a instalação de aplicativos no cartão. Ainda assim, o cartão microSD de 2GB que acompanha o Galaxy 5 é útil para armazenar documentos, músicas, fotos e outros.

Ele já vem com aplicativos básicos como email, calendário, Google Talk, GMail, Mapas, Market, rádio FM, e outros. Um bem legal é o Escrever e Enviar. Nele você pode escrever um texto e escolher enviar como SMS, MMS ou atualizar alguma rede social como Facebook, MySpace, Twitter e orkut.

São poucos aplicativos, você poderá personalizá-lo com a ajuda do Android Market, que possui centenas de milhares de programas gratuitos e pagos para os mais diversos propósitos e também com a Samsung Apps, lojinha da empresa que também está no aparelho.

Fotos e outras mídias

O player de músicas dele é o mesmo de todos os Androids, simples. Mas alguns detalhes deixam ele mais bonitinho, como o fato de colocar a capa do álbum como fundo das faixas e a presença de um equalizador básico. O som externo dele é bem alto, mas falta um pouco de graves e o agudo se sobressai.

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Na caixa encontramos um fone de ouvido normal, que possui controle para atender chamada e microfone. Esse fone se saiu muito bem, com ótimo som, ajudado pela função de canal 5.1.

Seu tropeço mais aparente fica na câmera. O sensor é de apenas 2 megapixels, e não há autofoco. Faz fotos boazinhas com muita luz ¿ mas bem pixelizadas ¿ e tem modos legais como panorama automático ¿ você tira a primeira foto e conforme vai enquadrando, ele tira outras sete e junta tudo sozinho -, detector de sorrisos e geolocalização. Há também efeitos básicos e ajustes como brilho e ISO.

O vídeo também é apenas razoável, fazendo tomadas apenas para registros simples, ou no máximo algum upload para o YouTube. Sua resolução máxima é de 320 × 240 pixels.

Processamento surpreendente

O que mais me impressionou no Galaxy 5 foi seu processamento, muito veloz e acima até mesmo de smartphones mais parrudos. Sua transição de telas, scroll e navegação são muito velozes, sem qualquer atraso ou travadinha, digno de iPhone. Essa mesma navegação se mostra competente também na internet, onde ele lê páginas com bom desempenho. Entretanto, a falta de uma tela multitoque atrapalha diversas tarefas, incluindo essa.

No benchmark que normalmente passo nos aparelhos, o gratuito Quadrant, ele não se saiu muito bem, ficando em oitavo lugar, mas ainda assim ficou acima de aparelhos como Xperia X10 e Milestone.

Conexões e bateria

Aqui não há muito o que falar. Como quase todo Android ele vem com WiFi, 3G e GPS com A-GPS (aquele que funciona com as antenas de celular). E ele é Quad Band, o que significa que funciona em qualquer lugar do Brasil. Todas essas conexões funcionam de acordo.

Por ser pequeno, sua bateria tem uma ótima duração, chegando a mais de 12 horas sem recarga.

Para quem procura bom preço

Resumindo, o Galaxy S é um ótimo smartphone para quem quer um aparelho que desenvolva todas as tarefas normais com presteza, que seja discreto e tenha um ótimo preço no mercado, mesmo desbloqueado.

A todos que me perguntam por smartphones baratos eu costumo indicar os da Motorola, mas a Samsung acabou de provar que também pode oferece bom preço em um bom aparelho.

Prós:

¿ Processamento rápido para a categoria

¿ Tela com boa definição

¿ Bom custo x benefício

Contras:

¿ Câmera ruim

¿ Versão 2.1 do Android

¿ Sua tela não é multitoque

Samsung Galaxy 5

Preço: R$483

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