As limitações impostas aos aparelhos de GPS diretamente pela fábrica


Por Daniel Pavani

Em um mundo cada vez mais dominado por GPS ¿ em smartphones, tablets, câmeras fotográficas ¿ pouca gente sabe sua origem, e, menos ainda, suas limitações, como por exemplo sua desabilitação após valores determinados de velocidade e altitude. Mas isso existe.

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O GPS foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, como uma arma de guerra, tendo início em 1973 e entrando em completo funcionamento em 1994. Como arma de guerra desenvolvida por um único país, é claro que devem ser esperadas algumas limitações ao uso, como na precisão, velocidade ou altitude.

O CoCom ¿ Coordinating Committee for Multilateral Export Controls ¿ foi um comitê formado nos 5 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, para controlar o poder de armamentos dos outros países. O CoCom é responsável, entre outras coisas pelo controle do uso do GPS.

As limitações são simples: sempre que um aparelho de GPS tiver velocidade maior que 1.000 nós (1.852 km/h) ou estiver acima de 60 mil pés (18.288 metros), ele será desativado. A medida classifica qualquer dispositivo com estas características como uma arma, ou seja, um míssil. Alguns fabricantes desabilitam o dispositivo quando os dois limites são atingidos, outros, quando apenas um deles.

Não é preciso muito tempo para se pensar em algumas implicações destes limites, que não no campo militar. Praticantes de balonismo ou mesmo pesquisadores de ciência atmosférica podem ter importantes perdas de dados ao atingir as altitudes superiores a 18 mil metros. Já quanto à velocidade, é bem difícil que alguém a atinja sem que seja realmente um militar.

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