Processo de patentes contra a Apple faz empresa estudar novos modelos de aparelhos

TAOYUAN - A HTC começou a testar novos modelos de celulares que evitam o uso da tecnologia mencionada em um processo de patentes vencido pela Apple , e o presidente-executivo da HTC mostrou otimismo quanto à capacidade da companhia de superar as condições desafiantes do mercado.

Na sede da empresa em Taiwan, na quarta-feira, em companhia do vice-presidente sênior da divisão móvel do Google, Andy Rubin, o presidente-executivo Peter Chou disse que a empresa trabalharia com o Google para se proteger contra métodos "desleais" de bloqueio à inovação.

"Essa indústria não deveria permitir que uma companhia utilizasse uma poderosa arma para deter outras inovações e ficar com todo o mercado. Não é justo", disse Chou, recusando dar detalhes sobre como a empresa pretende se proteger.

O processo de patentes entre a HTC e a Apple foi acompanhado atentamente como uma referência para a disputa maior entre o sistema operacional Google Android e o Apple iOS. Os celulares Android são mais vendidos que os modelos Apple na região Ásia-Pacífico. O tribunal concluiu que a HTC havia violado uma das quatro patentes contestadas pelo Google, e isso deixa o caminho aberto para que os dois lados mantenham sua disputa nos tribunais.

Rubin declarou aos jornalistas que imaginava que isso aconteceria. "Foi apenas o começo. A situação se resolverá ao longo dos próximos dois anos", afirmou, acrescentando estar otimista quanto a uma futura "paz das patentes".

As ações da HTC subiram nesta quarta-feira para o máximo permitido para um segundo pregão, beneficiadas pelo alívio quanto aos efeitos relativamente modestos da decisão judicial sobre a empresa e pela recuperação nas ações de primeira linha depois que o governo de Taiwan autorizou a um fundo estatal intervir para reanimar o mercado.

A companhia fechou em alta de 6,93%, cotada a 509 dólares de Taiwan, ante alta geral de 4,56% para o mercado.

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