Ministro propõe que empresas monitorem e removam conteúdos depreciativos da rede. Empresas dizem que isso é impossível

O governo indiano pediu que empresas de internet e redes sociais removam conteúdos depreciativos e difamatórios da web. Segundo o New York Times , altos funcionários das unidades indianas do Google, Microsoft e Facebook estão se reunindo com o ministro de telecomunicações da Índia, Kapil Sibal, para discutir a questão.

Cerca de seis semanas atrás, o ministro chamou representantes dos provedores de internet e o Facebook para uma reunião e mostrou uma página do Facebook que difamou a presidente do Partido do Congresso. Sibal disse que isso é inaceitável e pediu para os presentes que encontrassem uma maneira de monitorar o que está sendo publicado nos sites.

De acordo com o jornal, em uma segunda reunião, no final de novembro, o ministro disse aos participantes que esperava que as empresas usassem seres humanos para monitorar o conteúdo publicado, e não a tecnologia.

Nesta segunda feira (05/12), uma nova reunião foi realizada. Os executivos das empresas disseram que a demanda do ministro é impossível de ser realizada, dado o volume de conteúdo gerado na Índia, e que não podem ser responsáveis por determinar o que é ou não difamatório e depreciativo.

A demanda é uma nova tentativa do governo indiano para monitorar e controlar informações eletrônicas na Índia. No ano passado, o governo quase baniu a BlackBerry do país por não permitir que funcionários do governo tivessem maior acesso às mensagens dos usuários .

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