Zeewe reúne aplicativos grátis baseados em web criados por desenvolvedores de todo o mundo e já superou 1 milhão de usuários

Zeewe, loja de aplicativos brasileira, aposta no HTML5 e conquista 1 milhão de usuários
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Zeewe, loja de aplicativos brasileira, aposta no HTML5 e conquista 1 milhão de usuários
Quando a ideia de criar uma loja de aplicativos desenvolvidos em HTML5 passou pela cabeça de Eduardo Lins Henrique, gerente de inovações, e de outros integrantes da Movile durante uma reunião do comitê da empresa em novembro de 2010, o Brasil estava longe do foco inicial do negócio.

Apesar do crescimento nas vendas de smartphones no País, o potencial das lojas de aplicativos ainda é maior em outras regiões, como América do Norte e Ásia. "Como está tudo disponível na web, a ideia era explorar o potencial global da loja", disse Henrique em entrevista ao iG .

Em dezembro de 2010, a loja de aplicativos, batizada de Zeewe, entrou no ar com a proposta de reunir desenvolvedores interessados em criar os chamados web apps, páginas de web com "cara" e funcionalidades de aplicativos, em linguagem HTML5. Em vez de instalar o aplicativo no aparelho, o usuário adiciona um atalho à área de trabalho do celular. Ao pressioná-lo, o web app será acessado por meio do navegador.

Nove meses depois do lançamento, a loja oferece cerca de 2 mil aplicativos, todos em inglês, e superou a marca de 1 milhão de usuários cadastrados. "Do total, cerca de 10% dos usuários são brasileiros", diz Henrique. Redes sociais como Twitter, Facebook, LinkedIn e outros já possuem web apps disponíveis para download.

Qualquer pessoa que tenha um iPhone, iPad ou smartphone e tablet com Android pode acessar aplicativos a partir da loja. Para isso, é preciso instalar o aplicativo da loja virtual em seu aparelho e navegar entre os aplicativos disponíveis; para baixá-la, é necessário acessar a página da Zeewe por meio do navegador do computador e enviar o link do aplicativo por meio de mensagem de texto (SMS) gratuito para o celular.

Aplicativo do Twitter disponível na Zeewe não é oficial, mas promete experiência similar
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Aplicativo do Twitter disponível na Zeewe não é oficial, mas promete experiência similar
A Movile mantém uma equipe para analisar todos os aplicativos submetidos pelos desenvolvedores. Assim como nos aplicativos convencionais, é preciso inspecionar o código para verificar se não há conteúdo malicioso, que pode infectar o dispositivo do usuário ou roubar dados pessoais. "Só disponibilizamos na loja depois de verificar se todos os recursos funcionam bem e não existe código malicioso no aplicativo", diz Henrique.

Jogos em português e aplicativos pagos

Dados de setembro de 2011 mostram que a maior parte dos aplicativos disponíveis na Zeewe são jogos (58%) e o restante inclui aplicativos de utilidades, para ler livros, escutar música, redes sociais, notícias, entre outros.

Segundo Henrique, a maior parte dos 400 desenvolvedores cadastrados são de outros países do mundo. "Eles nos procuram porque precisam de um mercado onde disponibilizar os produtos deles."

Até agora, os desenvolvedores brasileiros são minoria entre a comunidade de colaboradores da Zeewe, mas Henrique pretende reverter isso em breve. O próximo passo é regionalizar a loja de aplicativos, isto é, passar a oferecer aplicativos com foco em cada país. "Vamos colocar aplicativos voltados para futebol em português", diz Henrique.

Outro projeto é permitir que os desenvolvedores vendam aplicativos pagos por meio da Zeewe (recurso estará disponível a partir de setembro). Os usuários comprarão o aplicativo por meio do aplicativo da loja e a cobrança será feita direto na conta mensal do serviço de telefonia celular. "Está tudo pronto para integrar a loja com o sistema de pagamento das operadoras", garante Henrique. A Movile pagará uma porcentagem sobre cada venda para o desenvolvedor do aplicativo.

Mercado de web apps é promissor

Segundo pesquisa da consultoria Gartner, o número de downloads de aplicativos deve dobrar em 2011 . Em 2010, os donos de smartphones baixaram cerca de 8,2 bilhões de aplicativos e, em 2011, este número deve aumentar para 17,7 bilhões. A pesquisa também revelou que 20% dos usuários de smartphone baixa, em média, um aplicativo por dia.

De acordo com a consultoria, os web apps deve ganhar cada vez mais espaço no futuro. "Os aplicativos nativos só sobreviverão se proverem uma experiência mais rica que os aplicativos baseados em web", disse Stephanie Baghdassarian, diretora de pesquisas do Gartner, durante o Mobile World Congress.

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