Notícias
18/01 - 17:45hs
Diversão de bolso
Mega Drive Portátil traz de volta com perfeição sucessos do videogame na década de 90
Redação
Lançado pela Sega em 1988 no Japão, o Mega Drive chegou ao Brasil em 1990, trazido pela Tec Toy, e foi um dos grandes sucessos do mercado de videogames até meados da década de 90, com mais de 29 milhões de unidades vendidas mundialmente. No total o console conta com uma biblioteca de mais de 800 títulos, muitos deles verdadeiros clássicos e "semente" de franquias como Sonic e Fifa Soccer, que continuam no mercado. Toda uma geração de gamers que hoje volta sua atenção para o Playstation 3, XBox 360 ou Wii foi formada em longas tardes de verão na frente da TV, ajudando um porco-espinho azul a derrotar um cientista louco que queria dominar o mundo ou comandando um trio de policiais determinados a acabar com o crime organizado em uma grande cidade.
O Mega Drive Portátil, da Tec Toy, traz de volta (e para o seu bolso) estes bons momentos de forma intacta. O console funciona com três pilhas AAA e é pequeno, bem pequeno: medindo 13,5 x 6,0 x 2,0 cm, ele é praticamente do mesmo tamanho de um controle de seis botões do Mega Drive tradicional, e mais leve: cerca de 110 gramas, contra 170 do controle. O direcional e os três botões de ação ficam bem posicionados ao lado da tela (como no Gameboy Advance), são "macios" na medida certa e tem boa resposta, o que é crucial em jogos de ação: nada pior do que perder uma "vida" porque você apertou um botão e o console não registrou isso. Eles são um pouco pequenos, é verdade, e quem tem mãos grandes pode ter problemas, mas no geral são do tamanho certo para crianças e adolescentes, o público-alvo do produto.
A tela LCD colorida, entre o direcional e os botões, tem 2.5 polegadas e boa qualidade de imagem. O mais importante é que ela não borra em cenas de ação, o que arruinaria jogos rápidos como Sonic & Knucles. Seu único defeito é que fica difícil ler texto pequeno em certos jogos, como na introdução de Altered Beast e o placar em Gain Ground. Talvez por isso a coletânea de jogos na memória não inclua RPGs como as séries Phantasy Star ou Shining Force, que tem grande quantidade de texto. Infelizmente isso também afeta um jogo, Crack Down, que fica com personagens e tiros pequenos demais para serem vistos.
A saída para TV tem som mono, e a qualidade de imagem deixa a desejar: embora isso não impeça o jogo, notei uma boa quantidade de "dot crawling" (efeito em que pontos parecem "rastejar" em volta de áreas com cores intensas, principalmente o vermelho) e um pouco de distorção, principalmente em telas predominantemente na cor branca. O problema ocorreu tanto com o cabo que acompanha o console quanto com um cabo compatível, usado por uma câmera digital da Sony, portanto o culpado é o próprio console.
Os 20 jogos na memória são bastante variados, indo do infantil (Flicky) aos jogos de plataforma (Sonic & Knucles e Ristar), passando por jogos de ação vindos do arcade como Altered Beast, Alien Storm e Golden Axe e de estratégia como Columns III e Dr. Robotnik's Mean Bean Machine. Inexplicável é a ausência de alguns títulos quase "obrigatórios" em qualquer coletânea do Mega Drive, como a série de luta Streets of Rage e a de corrida Super Monaco GP (a segunda versão, aliás, tinha participação especial de Ayrton Senna). Para os adultos nostálgicos, faz falta a capacidade de trocar os jogos: os 20 títulos na memória são bons, mas chega uma hora que enjôa. As crianças provavelmente não vão se preocupar com isto.
Todos os jogos são absolutamente idênticos ao que você veria se estivesse jogando com um Mega Drive e cartuchos tradicionais. Todos os truques e técnicas estão intactos, até mesmo as velhas "dicas" para pular fases, vidas infinitas, invencibilidade, etc. Gráficos e sons também me pareceram perfeitos, sem qualquer diferença que chamasse a atenção. Como o console é bem leve, e o cabo bastante longo, dá pra jogar deitado no sofá sem problemas.
Se seu filho anda pedindo um videogame e você não quer gastar muito, o Mega Drive Portátil é uma boa opção. Ele é melhor construído, e tem melhores jogos, que concorrentes na mesma faixa de preço, como os famigerados "Polystation" baseados no velho NES (Nintendo 8-Bits) com cartuchos que alardeiam "1 milhão de jogos em 1" mas que na verdade só trazem 8 ou 10 títulos (com o restante sendo repetição dos primeiros). A portabilidade é outro fator interessante: não há nada melhor para silenciar uma criança no banco de trás de um carro durante a viagem que um bom jogo de videogame.
Serviço
Mega Drive Portátil
Tec Toy, R$ 200
Prós: pequeno, boa seleção de jogos
Contras: saída para TV ruim, impossível trocar os jogos
? Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG
