Notícias

24/01 - 17:22hs

Inteligência artificial joga Pacman
Pesquisadores Húngaros desenvolvem agente de AI que aprende enquanto joga, e é capaz de refinar sua estratégia.

Rafael Rigues

Istvan Szita e Andras Lorincz, dois pesquisadores no campo de inteligência artifical do Departamento de Sistemas da Informação da Universidade de Eotvos, na Hungria, desenvolveram um agente de inteligência artifical capaz de jogar Ms. Pacman, jogo originalmente lançado nos arcades em 1981.


A equipe baseou o comportamento do agente na teoria de aprendizagem reforçada (reinforced learning). A cada momento de tomada de decisão, o agente consultava uma lista de regras, cada uma com uma prioridade específica. A regra com prioridade mais alta, por exemplo, era "fugir dos fantasmas", seguida de "perseguir e comer os fantasmas azuis". O agente foi programado para jogar 50 partidas e analisar os resultados de suas decisões, usando-os como base para decisões futuras. Desta forma, ele era capaz de determinar quais as estratégias de jogo mais eficientes, e aplicá-las e refiná-las nas partidas seguintes.


Os agentes mais eficientes foram capazes de atingir uma pontuação média de 8186 pontos após 50 partidas. A pontuação média de um jogador humano foi de 8064 pontos após 10 partidas. Ainda assim, ao longo dos testes os pesquisadores descobriram que os humanos desenvolviam técnicas que os agentes nunca tentaram, como se arriscar para atrair todos os fantasmas para o mesmo canto do tabuleiro, comer uma super-pílula e imediatamente voltar e devorar todos os inimigos de uma vez.


Os resultados foram publicados na 30ª edição do "Journal of Artificial Inteligence Research", e também estão disponíveis livremente na Internet, em um documento no formato PDF com 26 páginas. O recorde mundial em Ms. Pacman, por enquanto, ainda pertence a um humano, Abdner Ashman, residente do bairro do Queens em Nova Iorque, nos EUA. Em Outubro de 2004 ele obteve um total de 921,360 pontos após ultrapassar 141 fases em mais de seis horas consecutivas de jogo.


Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG