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12/02 - 15:33hs
Realidade Virtual é um dos destaques na Campus Party
Sistemas inovadores como Kick Ass Kung Fu e VirtuSphere permitem que o jogador se sinta, literalmente, como parte do jogo.
Rafael Rigues
Duas das atrações mais populares da Campus Party, evento de tecnologia que acontece nesta semana no pavilhão da Bienal em São Paulo, tem a ver com realidade virtual. Graças a técnicas como visão computadorizada e novos métodos de controle de jogo, os participantes podem se sentir, literalmente, parte do game, e vivem uma experiência muito mais real e empolgante do que se estivessem apenas sentados em frente a uma TV ou monitor, apertando botões em um joystick.
No jogo Kick Ass Kung Fu, por exemplo, o jogador não controla um personagem. Ele é o personagem. As partidas são disputadas em um tablado com 5 metros de comprimento, sobre o qual estão montadas uma câmera e um conjunto de lâmpadas. A câmera filma o jogador, e transfere seus movimentos e sua imagem para a tela do jogo. A partir daí, é só usar todo seu conhecimento em artes marciais para derrotar uma legião de inimigos caricatos, entre eles Bruce Lee e um Arnold Schwarzenegger de duas cabeças.
O projeto tem origem na Finlândia, e é fruto da tese de doutorado de Perttu Hämäläinen para o Laboratório de Software Multimídia e de Telecomunicações da universidade de Helsinki. O sistema permite a participação de múltiplos jogadores: partidas com duplas são bastante comuns. Além disso, é "esperto" o suficiente para possibilitar o uso de armas, como espadas e nunchakus. A física é exagerada: pequenos saltos se transformam em vôos a cinco metros de altura, e não é preciso muita força ou velocidade em um golpe para arremessar seu inimigo para o outro lado da arena.
Já a VirtuSphere é um sistema de realidade virtual que pode substituir o mouse ou joystick como forma de controle do personagem em ambientes virtuais, sejam jogos, uma sessão do Second Life ou um simulador militar. O jogador veste um capacete de realidade virtual e fica dentro de uma esfera plástica oca (que lembra os velhos "globos da morte" dos circos) montada sobre um conjunto de rolamentos. A cada "passo" dado, a esfera se move sob seus pés, e informações como a direção e velocidade são registradas pelo computador e repassadas ao jogo. Ou seja, o jogador pode andar ou correr dentro da esfera, sem sair do lugar, e o personagem na tela reage de acordo.
O sistema, que em conceito e funcionamento lembra o "holodeck" da série Star Trek, foi construído pela VirtuSphere Corporation com fins militares e é patrocinado pelo Departamento de Pesquisa Naval da Marinha Norte-Americana, para uso no treinamento de soldados. Entretanto, as possibilidades de uso no campo de entretenimento no mercado civil são óbvias.
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