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25/03 - 18:58hs
Pesquisadores europeus desenvolvem inteligência artificial
Sistema é capaz de resolver quebra-cabeças simples e tem inteligência equivalente à de uma "criança de dois ou três anos"
Rafael Rigues
Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Visão Computadorizada da Universidade de Linköping, na Suécia, diz ter desenvolvido um novo sistema de inteligência artificial capaz de aprender, como se fosse uma pequena criança ou um cachorrinho.
O resultado é fruto de um trabalho que envolveu a combinação de duas técnicas tradicionais no estudo de inteligência artificial: um sistema cognitivo artificial, que se baseia em um conjunto de regras para a tomada de decisões, e uma rede neural artificial, capaz de "aprender" com seus erros e analisar decisões passadas em busca do melhor resultado na solução de um problema. A combinação é benéfica, já que uma técnica resolve muitos dos problemas apresentados pela outra.
Para demonstrar o potencial de seu "cérebro artificial" os pesquisadores conectaram um braço mecânico a um sistema de câmeras e deram a esse robô uma tarefa simples: completar um quebra-cabeças infantil, onde é necessário encaixar peças de vários formatos e cores nos buracos correspondentes. O robô não teve nenhum treinamento na tarefa, e o único feedback era de um operador que controlava dois botões: um sinalizava um erro, e o outro um acerto.
A cada tentativa o robô analisava os resultados e aplicava o que aprendia na tentativa seguinte, desempenhando a tarefa de forma melhor. Em pouco tempo, sem auxílio algum, ele já era capaz de completar rapidamente o quebra-cabeças, com 100% de acerto.
Segundo Michael Felsberg, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, o robô tem a inteligência equivalente à de uma criança de dois ou três anos. Entretanto, escalar a tecnologia para atingir a inteligência equivalente à de um adulto ainda é um sonho distante. "Não creio que veremos isso durante nossas vidas", diz o pesquisador.
A equipe de Felsberg desenvolve seu trabalho como parte do projeto COSPAL, patrocinado pela União Européia, que visa corrigir deficiências essenciais no projeto e arquitetura dos atuais sistemas de inteligência artifical.
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