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29/05 - 17:22hs
"Google Trike" amplia o alcance do StreetView
Triciclo usa o mesmo sistema dos atuais carros para mapear locais de difícil acesso
Rafael Rigues
Um dos recursos mais impressionantes do Google Maps é o "Google Street View", que permite ao usuário um "passeio virtual" pela área que está sendo consultada, como se estivesse realmente andando pelas ruas do local.
Apesar das inúmeras acusações, por parte de indivíduos e organizações, de que a empresa às vezes vai longe demais e acaba publicando imagens que seriam o equivalente a uma "invasão de privacidade", não dá pra negar a utilidade deste recurso.
Para quem viaja para o exterior, por exemplo, é extremanente conveniente poder "dar uma volta" nos arredores do hotel onde se pretende ficar para conferir a vizinhança, ou fazer virtualmente o caminho até uma loja que se deseja visitar, evitando que você se perca mais tarde quando realmente estiver lá.
Mas o StreetView tem suas limitações. As imagens são obtidas com carros equipados com um conjunto de câmeras instaladas sobre o teto, capazes de capturar uma cena em 360 graus dos arredores. Mas há lugares como calçadões, vielas estreitas e parques onde os carros não podem, ou não conseguem, entrar.
Foi para isso que a equipe do Google StreetView desenvolveu o "Google Trike", um triciclo apresentado em videoconferência aos jornalistas presentes no Google Press Summit 2.0, em São Paulo, por Daniel Ratner, um dos engenheiros responsáveis.
A "geringonça" é basicamente um triciclo com um imenso bagageiro onde ficam computadores, sensores, baterias e geradores responsáveis por alimentar as câmeras, coletar informações sobre o ambiente onde o veículo está e armazenar as imagens capturadas. As câmeras, exatamente o mesmo conjunto usado nos carros do StreetView, ficam montadas em um poste atrás do assento do "motorista".
Cada Trike pode ser alimentada por baterias de chumbo, como as usadas por automóveis, como autonomia de três horas. Como alternativa é possível usar um gerador no bagageiro, com autonomia de seis horas antes que o combustível precise ser carregado.
O primeiro protótipo do veículo foi montado em uma semana, e após alguns testes com uma versão "piloto" nas ruas de Santa Monica, na Califórnia, entrou em produção. Atualmente há Trikes capturando imagens no Japão, na Europa e em algumas partes dos EUA.
Segundo Daniel, a reação da população à presença das Trikes tem sido bastante amigável. As pessoas se aproximam curiosas, ou seguem o veículo na esperança de aparecer nas imagens. O maior problema, por enquanto, é a "confusão de indentidade": adultos e crianças às vezes confundem o triciclo, pintado de branco com detalhes coloridos e com um grande bagageiro, com um carrinho de sorvete.
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