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02/06 - 17:43hs

Telas flexíveis ficam mais próximas da realidade
Nova técnica pode possibilitar a fabricação em massa, embora aind anão esteja pronta

Geek

Por Antonio Blanc

A idéia de um gadget, como Media Player ou Smartphone, com uma tela flexível que pode ser enrolada como uma folha de papel está mais perto da realidade. Os meios para produzir estas telas, baseadas na tecnologia de LED orgânico (OLED), já existem e foram demonstrados por empresas como a Sony e a Samsung durante a CES no início deste ano, mas ainda são caros. Todavia, uma nova tecnologia pode tornar essa produção mais “amigável” às indústrias.

O problema é que até o momento só é possível produzir telas muito pequenas, de no máximo quatro polegadas e com custo altíssimo, o que as confina a laboratórios ou vitrines blindadas em eventos lotados de jornalistas. Para reverter o quadro, uma parceria entre o Flexible Display Center da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, e a Universal Display Corporation anunciou nesta semana uma descoberta que pode simplificar o processo de produção, e consequentemente reduzir o custo.

A descoberta está relacionada ao meio usado para prender os LEDs no filme plástico flexível. empregado como substrato. Essa é a parte mais complicada do processo. Funciona como aquelas tatuagens de decalque que vinham em chicletes, mas ao contrário: a matriz de LEDs é montada sobre uma base de vidro. O substrato plástico é, então, aplicado sobre a matriz. Os LEDs “grudam” no substrato, e a partir daí basta descolá-lo da base de vidro. O resultado é uma tela de 4.1 polegadas com resolução QVGA (320 × 240 pixels) pronta para o uso. Pela complexidade, o processo industrial ainda precisa ser refinado para permitir produção em larga escala, mas já é um avanço grande se comparado ao que se tinha até então.

Além do problema de produção, a tecnologia apresenta ainda outro inconveniente. A grande vantagem do Flexible Display Center e da Universal Display é usar a tecnologia PHOLED (LED Orgânico Fosforecente) em suas telas, o que converte até 100% da energia elétrica em energia luminosa, em vez dos 25% da tecnologia OLED convencional. Entretanto, e é aí que está o problema, os LEDs são monocromáticos, emitindo luz verde fluorescente sobre fundo preto, num resultado que lembra muito os antigos monitores de fósforo verde.

Por isso, segundo as empresas, sua tecnologia deve ser usada principalmente em aplicações militares e industriais, que tem a durabilidade e baixo consumo como requisitos básicos. Ainda não há data prevista para comercialização da tecnologia.

 


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