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23/07 - 16:15hs
Microsoft libera programas para Linux sob licença Open Source
Drivers para virtualização e plugin para CMS seguem a GPL
Geek
Por Antonio Blanc
A Microsoft surpreendeu a comunidade Open Source nos últimos dias ao lançar não um, mais dois softwares para Linux sob a licença GPL v2 – a licença de uso livre mais usada por software de código aberto no mundo. A notícia foi recebida com espanto e dividiu opiniões, mas acabou sendo mais festejada do que criticada.
O primeiro software, equivalente a cerca de 20 mil linhas de código, é um conjunto de drivers que permite ao Linux rodar como um sistema operacional “hospedado” sobre o Hyper-V, um sistema de virtualização desenvolvido pela Microsoft que é parte do Windows Server 2008.
Com os novos drivers, o Linux pode rodar no que a Microsoft chama de “Enlightened Mode” (algo como “modo iluminado”), o que possibilita um grande aumento no desempenho do sistema operacional virtualizado. Segundo a empresa, seu código permitirá que clientes com soluções mistas de virtualização (em Windows e Linux) se consolidem em uma única plataforma, o que reduz custos com manutenção e permite o melhor aproveitamento dos recursos dos servidores.
Os drivers serão integrados na próxima versão do kernel Linux. Segundo a ZDNet, com isto a Microsoft passa a ser uma das mais de 100 empresas que contribuem código para o núcleo do sistema operacional. Atualmente, as cinco maiores contribuintes são a Red Hat, Intel, Novell, IBM e Oracle, nesta ordem.
O segundo software lançado pela empresa é um plugin que permite integrar o Windows Live Services ao Moodle, um sistema de gerenciamento de conteúdo usado por professores para criar cursos online, em uso por 30 milhões de usuários em 207 países.
De acordo com Peter Galli, gerente sênior de comunicação na equipe de plataformas da Microsoft, as iniciativas “reforçam o compromisso da Microsoft com a interoperabilidade e padrões abertos, de forma a ajudar seus clientes e parceiros em todo o mundo a serem bem-sucedidos em um mundo de tecnologia heterogênea”.
A Free Software Foundation, ferrenha crítica das iniciativas da Microsoft, não se pronunciou sobre os lançamentos. Todavia, Mary-Jo Foley, do blog All about Microsoft, da ZDNet, pondera que, depois que a poeira baixou, há mais comemoração do que críticas na comunidade de softwrae livre como um todo a respeito da atitude da empresa. Além disso, a liberação do código, pela Microsoft, licenciado sob a unanimemente aceita GNU General Public Licence reforça a validade da licença como alterantiva viável mesmo para o ambiente empresarial.
Vale ressaltar que a Microsoft tem uma licença Open Source própria, a MPL – Microsoft Public Licence que, apesar de ser certificada oficialmente como Open Source, é bastante criticada por muitos. Para escapar de críticas e facilitar sua implementação no Linux, a Microsoft decidiu liberar seu código sob a GPL, que é a mesma licença usada no sistema operacional do pinguim.
O uso da licença livre GPL em um código vindo da Microsoft dá também mais munição à facção que acredita ser obrigatório liberar todos os drivers para Linux em licença livre. Atualmente, alguns drivers do sistema são proprietários – o exemplo mais conhecido é o das placas de vídeo NVIDIA.
Segundo o blog 451 Chaos, os mais paranóicos não precisam se preocupar com custos ou com processos judiciais. A Microsoft deixou bem claro que todo o código liberado sob a GPL v2 está garantido nos termos da própria licença, e reconhece publicamente que isso tira da empresa o direito de exigir pagamento por direito de uso.
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