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07/10 - 13:39hs

Amazon libera venda global do Kindle
Leitor de e-Books já pode ser adquirido pelos brasileiros, mas com preço em dólares

Rafael Rigues

Dois anos após o lançamento, a Amazon liberou as vendas de seu leitor de livros eletrônicos, o Kindle, para consumidores fora dos EUA. Isto significa que australianos, franceses, japoneses e também brasileiros, entre um total de 100 países, já podem adquirir o aparelho, que retém todas as características da versão vendida nos EUA.

» Leia também: Kindle: o fim dos livros está proximo!

Mas isso não significa preços em Reais, livros em português e pagamento com boleto bancário. O aparelho (uma versão do Kindle 2) continua sendo vendido em dólares (US$ 279, cerca de R$ 490), assim como os livros, que continuam em inglês como o próprio site da Amazon anuncia ("Livros em inglês em 60 segundos!"). Para a compra, ainda é necessário um cartão de crédito internacional (e pagar impostos de importação). O que a Amazon fez foi simplesmente autorizar a entrega dos aparelhos para endereços fora dos EUA, o que antes não era possível.

Isso acontecia porque o Kindle é permanente conectado à internet através de um modem 3G integrado, em um serviço gratuito batizado pela Amazon de "Whispernet". Nos EUA a Amazon tem parceria com a operadora de telefonia Sprint, que fornece o acesso à rede. Esta parceira não existia em outros países, e sem a Whispernet o Kindle é severamente limitado: não é possível comprar novos livros, receber assinaturas de jornais e revistas e fazer atualizações de sistema.

A Amazon não divulga quem são seus parceiros para a Whispernet em outros países, mas um mapa do Brasil no site da empresa mostra que todo os estados das regiões Sul, Sudeste, todo o litoral do Nordeste e parte do Centro-Oeste, além das capitais da região Norte, estão na área de cobertura, seja com conexão 3G ou EDGE.

Segundo Cinthia Portugal, porta-voz da Amazon.com, o acesso à Whispernet para os usuários brasileiros é gratuito como nos EUA. Não é necessário assinar contratos com operadoras ou pagar mensalidades. Basta ligar o aparelho para estar conectado.

Com menos de 1 centímetro de espessura e memória suficiente para 1.500 livros, o Kindle tem uma tela monocromática de "papel eletrônico", que combina a legibilidade do papel com a versatilidade de um LCD. Além dos livros tradicionais ele também é capaz de reproduzir audiobooks (livros narrados), podcasts, tem um dicionário embutido e síntese de voz, ou seja, pode "ler" (em uma voz robotizada) os livros para o usuário.

Usuários do Kindle também podem assinar eletrônicamente jornais e revistas. Para usá-lo não é preciso um computador: as obras podem ser compradas no próprio aparelho, e chegam em segundos através da conexão 3G. Segundo a Amazon a autonomia de bateria é de 4 dias, com a conexão à Whispernet ativa.

Apesar do Kindle ser acessível aos brasileiros, quase não há conteúdo em português para o aparelho. Uma busca no catálogo da Amazon revelou apenas a opção de assinatura eletrônica do jornal O Globo, do Rio de Janeiro. Nenhuma das grandes revistas de circulação nacional, por exemplo, está disponível.

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