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23/02 - 12:00hs

A aparência importa, mesmo no mundo virtual

Estudo mostra que avatares também podem ser julgados de acordo com seu visual.

Geek

Por Nátaly Dauer

Graças aos videogames e sucesso de bilheteria dos cinemas as pessoas estão cada vez mais próximas a avatares e robôs. Por esse motivo, Karl MacDorman, da Universidade de Indiana, decidiu descobrir como as pessoas tratam avatares quando encaram um dilema, analisando os efeitos da virtualidade.

Ele apresentou a 682 voluntários um dilema modificado de um programa de treinamento de ética médica. Fazendo o papel do médico, os pesquisados tinham que conversar com um avatar feminino, Kelly Gordon, que seria uma paciente. Durante a “consulta”, Gordon pedia a eles que não contassem a seu marido, em seu próximo check-up, que ela havia contraído herpes genital. O dilema pretende fazer com que estudantes de medicina considerem questões como confidencialidade médico-paciente e não obter uma resposta certa ou errada, diz MacDorman.

Gordon foi apresentada aos voluntários de quatro maneiras diferentes: como uma atriz sobreposta a um fundo gerado por computador (GC) e como uma mulher desenhada, totalmente digital, no mesmo fundo. Cada uma delas foi editada de duas maneiras diferentes, primeiro com movimentos suaves e depois agindo de forma estranha ou não natural.

De maneira geral, mulheres responderam de maneira mais simpática a Gordon, com 52% atendendo a seu pedido, comparado com os 45% dos homens. Porém, enquanto as atitudes das mulheres foram consistentes seja qual fosse a forma com que Gordon fosse apresentada, as atitudes dos voluntários masculinos mudaram significativamente. As duas versões humanas foram muito mais “bem ouvidas” do que suas avatares. “Claramente, fatores presenciais influenciam as decisões das pessoas, incluindo decisões de consequência ética e moral”, diz MacDorman.

Segundo MacDorman, as diferentes respostas dos voluntários poderia sugerir que os homens mostraram mais empatia pelas personagens que eles vêem como potenciais parceiras, conta o site New Scientist.

Entretanto, Jesse Fox, uma pesquisadora de interações humano-computador na Universidade de Stanford, Califórnia, que havia estudado a caracterização feminina em ambientes virtuais, tem ressalvas quanto ao estudo. Fox acredita que a atitude menos favorável demonstrada pelos homens para a Gordon GC pode ser explicada pelo fato do avatar ser mais “sexualizado” do que o humano, com a barriga de fora e seios maiores.

Representações sexualizadas de mulheres são geralmente vistas como desonestas ou “promíscuas”, especialmente pelos homens. Isso pode explicar a descoberta, ainda mais em situações que remetam a doenças sexualmente transmissíveis, afirma a pesquisadora.

O paper com todas as informações sobre a pesquisa de MacDorman pode ser acessado em http://tiny.cc/sqXkf.

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