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31/05 - 19:25hs

Privacidade mais simples do Facebook agrada órgãos reguladores
Facebook simplifica opções, mas usuários ainda precisam amadurecer em relação às informações que compartilham na web

Claudia Tozetto, iG São Paulo

Como prometido na carta ao jornal The Washington Post, o Facebook reformulou as configurações de privacidade em 26/05. Em poucos cliques, o usuário agora determina se as informações disponíveis no perfil podem ser acessadas apenas por amigos, por amigos de amigos ou por todos. O usuário poderá esconder interesses e, até mesmo, sua lista de amigos.

Assim, quem achar seu perfil por meio de um buscador, não terá acesso às informações que você não compartilhar. Depois de alterar essa configuração, o Facebook a aplica para todas as informações já publicadas pelo usuário, mesmo aquelas muito antigas.

Leia mais: Facebook tenta superar ataques sobre privacidade

O recurso de personalização instantânea ainda é, por padrão, uma função permitida pelo Facebook. Caso o usuário não concorde, precisa desabilitá-la nas configurações de privacidade. No entanto, há uma nova função que permite ao usuário bloquear completamente que esses parceiros acessem informações pessoais.

O Facebook também condensou todas as páginas de configurações num diretório simples. Caso o usuário não queira perder tempo configurando recurso por recurso, poderá escolher entre padrões de configuração pré-definidos, como o recomendado. A Eletronic Frontier Foundation (EFF) criou o vídeo abaixo (em inglês) para orientar os usuários do Facebook.

Os novos recursos de privacidade ainda não estão disponíveis para todos os usuários. “Lançar algo para centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo é uma tarefa complexa e nós queremos ter certeza de que dará certo”, diz Ana Yung Muller, gerente de marketing de produto do Facebook. A página de todos os usuários será atualizada até 04/06.

Ao que parece, os novos recursos de privacidade agradaram os reguladores que pressionavam o Facebook. Para Leslie Harris, presidente do Centro para Democracia e Tecnologia, nos EUA, “essas mudanças são os blocos de construção para dar às pessoas a privacidade que elas querem e merecem”.

Michelle De Mooy, associada sênior na Ação do Consumidor nos EUA, espera que as mudanças de privacidade do Facebook sinalizem para outras empresas de internet que “padrões fortes de privacidade não são apenas uma boa política, mas geram bons negócios”. Já Fran Maier, presidente da TRUSTe, garante que a entidade trabalhará para garantir que o Facebook cumpra o compromisso de privacidade que firmou com os usuários.

Para Daniela, da USP, além do compromisso das redes sociais, em assegurar os dados dos usuários, e dos órgãos reguladores, em fiscalizar se as redes sociais estão agindo da forma correta, os usuários também devem refletir sobre seu comportamento na web, ou seja, que informação devem ou não fornecer. “Privacidade não tem mais a ver com se isolar ou guardar um segredo, mas em saber por onde essa informação anda e quem pode acessá-la.” O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) possui uma cartilha de como o usuários pode manter dados pessoais seguros na internet.

Apesar de toda a polêmica em relação à privacidade, o Facebook se mantém como um dos sites mais acessados do mundo. Segundo levantamento do Google Doubleclick AdPlaner em abril, o Facebook está na primeira posição, com 540 milhões de usuários únicos por mês.


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