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18/06 - 11:53hs
Salário de US$4,5 mi de presidente da Sony irrita acionistas
TÓQUIO (Reuters) - Howard Stringer, presidente-executivo da Sony, recebeu 4,5 milhões de dólares, além de opções de ações, no último ano fiscal --quando a empresa sofreu prejuízo próximo a 450 milhões de dólares--, tornando-se um dos mais bem pagos executivos de companhias japonesas.
Reuters
Por Isabel Reynolds
O salário do executivo resultou em algumas queixas entre os quase 8 mil acionistas --a maior parte composta por idosos-- que participaram da assembleia geral da companhia em Tóquio nesta sexta-feira.
Novas regras obrigaram as relutantes empresas japonesas a revelar a remuneração de executivos cujos salários superem 100 milhões de ienes (1,1 milhão de dólares) anuais, e a Sony foi uma das primeiras companhias a torná-los públicos.
Acredita-se que a maioria dos presidentes de empresas japonesas ganhe bem menos que Stringer ou que o presidente-executivo da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, cuja remuneração será revelada antes do final do mês.
A Panasonic anunciou que pagaria aos seus 23 diretores um total de 957 milhões de ienes --cerca de um décimo da remuneração de Stringer para cada diretor.
Stringer, antigo produtor de televisão, foi reconduzido ao posto de presidente-executivo e do conselho da Sony, em votação durante assembleia, ainda que tenha enfrentado dificuldades para melhorar a competitividade da empresa depois de assumir seu comando em 2005.
A Sony teve prejuízo líquido de 40,8 bilhões de ienes no ano fiscal encerrado em março e continua em desvantagem diante de rivais como Samsung Electronics, em televisores, e Apple, em players portáteis. A empresa prevê lucro de 160 bilhões de ienes para o ano fiscal em curso.
O resultado depende, em grande parte, dos resultados de seu esforço agressivo para promover televisores 3D e um controle de videogames dotado de sensores de movimentos.
"Ele (Stringer) ainda não produziu resultados, mas creio que a Sony seja a única fabricante japonesa de eletrônicos capaz de adotar estrutura horizontal de negócios, como a Apple, em vez da vertical, porque ainda conta com forte poder de marca," disse Keita Wakabayashi, analista na Mito Securities.
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