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08/07 - 10:42hs
Foursquare ainda é para poucos
Só quem tem condições de pagar por um smartphone e por um plano de banda larga móvel consegue entrar na rede social
Claudia Tozetto, iG São Paulo
Após cerca de um ano desde o lançamento, o Foursquare reúne 1,7 milhão de usuários no mundo todo – 60% do total somente nos Estados Unidos. O total de adeptos é pequeno, se comparado com grandes redes sociais como o Facebook (mais de 400 milhões) e Twitter (mais de 100 milhões). “Estamos satisfeitos com a adoção do Foursquare, mas temos planos para aumentar o número de usuários no futuro”, diz Dennis Crowley, criador do Foursquare.
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Apesar dos esforços das redes sociais baseadas em geocalização, é pouco provável que elas se tornem tão populares quanto grandes redes sociais. O motivo: enquanto o usuário só precisa se conectar à internet por meio de um computador para acessar redes como Twitter e Facebook, no caso do Foursquare e do Gowalla, ele precisa, necessariamente, ter um smartphone e contratar um plano de dados com a operadora.
Aparelhos ainda são caros
Apesar de os usuários comprarem mais smartphones a cada ano, as vendas ainda são pequenas se comparadas às vendas de celulares comuns. Segundo a consultoria Teleco, no primeiro trimestre de 2010, os smartphones representavam apenas 19,3% de todos os celulares vendidos em todo o mundo. Mesmo nos Estados Unidos, os fabricantes venderam 314,5 milhões de celulares comuns contra 54,3 milhões de smartphones.
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| Smartphones representam menos de 20% de todos os celulares vendidos no mundo |
No Brasil, ainda de acordo com a Teleco, somente 8,7 milhões de smartphones com conexão à internet foram habilitados no Brasil nos primeiros três meses de 2010. “A grande massa de brasileiros ainda tem celulares comuns”, diz Rafael Siqueira, diretor técnico do Apontador. O preço é um dos principais fatores que impedem a troca de um celular comum por um smartphone. Além do custo do aparelho, os planos de dados no Brasil são cerca de 40% mais caros que os planos de mesma velocidade vendidos na Europa.
Entusiastas
Claudio Oliveira, professor e pesquisador da Fundação Vanzolini, estima que apenas 0,5% dos usuários ativos de internet no Brasil utilizam o Foursquare. Para identificar o perfil desses usuários, a BuzzVolume, empresa que monitora os links mais populares em redes sociais, analisou 641 check-ins feitos no Foursquare em março deste ano.
Segundo a análise, 55% dos check-ins realizados no período partiram de São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Porto Alegre (RS). As pessoas fazem mais check-ins durante o final de semana, principalmente aos sábados.
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| BuzzVolume estudou perfil dos usuários do Foursquare em março |
No entanto, a média de check-ins ainda é pequena: foram apenas quatro por usuário no período. “A rede social tem futuro, mas os usuários são pessoas com maior poder aquisitivo que geralmente apresentam a novidade no círculo de amigos”, diz Mauro Nogueira, co-fundador da BuzzVolume.
Facebook e Twitter anunciam geolocalização
As grandes redes sociais já perceberam geolocalizar os usuários pode ser um bom negócio. Na metade de junho, o Twitter anunciou o Places, um novo recurso para o usuário indicar de onde escreveu a mensagem e localizar mensagens de acordo com a região. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, também anunciou recentemente que a rede social ganhará recursos de localização em breve. Desde o ano passado, usuários do Orkut descobrem a localização dos amigos por meio de um aplicativo do Google Latitude.
Segundo Marcelo Quintella, gerente de produtos geo do Google para a América Latina, uma em cada cinco buscas no Google é relacionada a conteúdo que esteja próximo do usuário. “Se as informações estiverem geolocalizadas, a experiência do usuário se tornará muito mais rica.”
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