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05/08 - 17:42hs

Chineses marcam presença na PhotoImage / BCEE

Empresariado oriental apresentou produtos de consumo para todos os gostos, contrastando com o resto da feira.

Geek

por Henrique Cesar Ulbrich

Ao contrário do resto da feira, bastante concentrada em produtos de fotografia, o Pavilhão da China na Brazil Consumer Electronics Expo / Photoimage Brazil 2010 possui produtos de todas as espécies. O destaque são os tablets e e-readers “alternativos”, que podem ser adquiridos na feira mesmo, a preços módicos.

Apesar de ser a primeira CES no Brasil (batizada primeiramente de CESB e, agora, de BCEE), o “grosso” do que está sendo mostrado está mais ligado à feira simultânea Fotoimage Brazil e tem um forte “apelo fotográfico”. A maioria dos stands no Expo Center Norte, em São Paulo, é de produtos ligados à fotografia, seja profissional ou de consumo. Quem “entendeu o recado” da BCEE foi o empresariado chinês. De fato, no chamado “Chinese Pavillion”, há produtos dos mais diversos, para praticalmente para qualquer gosto em meio a muitas bugigangas.

E a diversidade é grande. Há desde componentes e gabinetes de dezenas de equipamentos diferentes para integradores OEM (“monte seu produto e coloque sua logomarca”) até produtos acabados com venda direta ao consumidor.

E não se resumem a fotografia: computadores, notebooks, celulares e tablets são estrelas, mas há também equipamento de áudio doméstico e profissional, leitores de e-books, carregadores solares, GPS, produtos automotivos, bolsas e vestuário, cabos, telas de toque… a lista é grande.

Claro, também há produtos de fotografia, e nunca vimos tantos controles remotos universais juntos na vida. A qualidade e o acabamento dos produtos varia muito, mas há produtos muito bons sendo mostrados, o que ajuda a espantar a idéia arraigada na cultura popular de que “o que vem da China é malfeito”. Na verdade, o nível de qualidade dos produtos depende basicamente do que o importador pediu – e o empresariado brasileiro costuma querer sempre o mais barato possível, em detrimento da qualidade. Os chineses entregam conforme o pedido.

O grande atrativo do Pavilhão da China, para quem gosta de tecnologia, são realmente os tablets. Há modelos a partir de US$ 60. Há muitos com o sistema operacional Android, mas é possível encontrar modelos com Windows CE 6 e até com Windows 7 para PCs.

Há também interessantes leitores de e-book com telas LCD coloridas e preços a partir de US$ 40. Os preços são para o consumidor final, aqui na feira, mas para importadores, e a depender da quantidade, ele pode cair drasticamente.

Quase a totalidade dos expositores está à procura de representantes e importadores brasileiros. Mas os negócios estão lentos. Ken BI, da Shenzhen Natural Sound Electronics, da provícia de Guangdong, diz que não fechou nenhuma parceria com empresas brasileiras. “Temos produtos bons, mas está difícil. Os interessados simplesmente não vieram”. Betty Ho, gerente de marketing da Joyplus International, faz coro. “Ainda estamos à procura de parceiros”.

Com ou sem parceiros comerciais, tudo o que está exposto pelos chineses está à venda para o visitante, com preços convidativos. Um tablet com tela de toque, webcam, 2 Gb de RAM e processador Atom N270 capaz de rodar Windows 7, sai por US$ 300 ou cerca de R$ 520 – bem mais barato que um netbook.

A feira conjunta Brazil Consumer Electronics Expo / Photoimage Brazil 2010 termina hoje às 21h no Expo Center Norte em São Paulo. O credenciamento ainda pode ser feito pelo site www.photoimagebrazil.com.br.


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