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27/04 - 12:07hs

Após polêmica, Apple corrigirá recurso de rastreamento de iPhones e iPads

Empresa admite falha no iOS e promete atualização para as próximas semanas

iG São Paulo

A Apple se pronunciou nesta quarta-feira (27/04) sobre a polêmica em torno do rastreamento de iPhones e iPads com 3G. O assunto vem sendo debatido desde a semana passada, quando dois pesquisadores americanos mostraram que seria possível acessar o histórico de localização dos aparelhos.

As informações seriam guardadas em um arquivo chamado consolidated.db. Ele armazenaria até um ano de dados sobre a localização dos aparelhos. Os pesquisadores mostraram ainda um mapa com o histórico de localização de seus iPhones.

Reprodução
Mapa criado a partir do histórico de localização do iPhone

Segundo a Apple, o arquivo não guarda a localização exata dos aparelhos, mas sim das redes Wi-Fi e torres de transmissão que ficam em torno de onde o usuário está. Essa localização, por sua vez, é obtida a partir da combinação dos dados enviados por outros usários de iPhone e iPad que estiveram no mesmo local.

De acordo com a empresa, essas informações são usadas para melhorar o acesso a redes Wi-Fi e 3G dos aparelhos. Outras empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, também afirmaram que monitoram a localização dos aparelhos para melhorar a qualidade de seus serviços.

Falhas no iOS

A Apple admitiu, porém, que uma falha no sistema iOS (usado no iPhone e iPad) faz com que os aparelhos guardem essa informação de forma insegura (sem criptografia). Quando o usuário conecta o aparelho ao computador por meio do iTunes, o arquivo com dados de localização é transferido também sem camada de segurança (uma opção do iTunes permite proteger o arquivo, mas não é ativada por padrão).

A Apple admitiu também que o perído de armazenamento das informações (cerca de um ano) é muito longo. Por isso, uma atualização do iOS vai reduzir esse período para sete dias. A atualização também corrigirá uma falha que faz com que as informações de rastreamento sejam coletadas mesmo quando o usuário desabilita o recurso de localização do aparelho.

Entenda o caso

A polêmica sobre o suposto rastreamento de usuários do iPhone e iPad começou na semana passada, quando os pesquisadores Allasdair Allan e Pete Warden fizeram uma apresentação em que mostraram que o iPhone e o iPad (em suas versões 3G) estariam armazenando até um ano de localização de seus donos em um arquivo, chamado consolidated.db.

O arquivo não tinha qualquer proteção de segurança (criptografia) e podia ser acessado tanto nos aparelho móveis quanto nos computadores aos quais eles fossem conectados.

Posteriormente foi revelado que o recurso já era conhecido há alguns meses e até mesmo usado por autoridades policiais para investigar crimes. Ainda assim, o fato de que a Apple teria armazenado esse volume de informações de forma insegura fez com que a empresa fosse alvo de críticas de autoridades públicas.


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