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02/05 - 11:49hs

Google enfrenta processo de US$ 50 milhões por rastreamento no Android

Processo demanda que corte obrigue o Google a pedir autorização para cada usuário antes de rastrear aparelho

Claudia Tozetto, iG São Paulo

Na semana passada, desenvolvedores do Android denunciaram que o Android, plataforma da empresa para smartphones, armazena as informações sobre a localização de torres de redes 3G e roteadores Wi-Fi. Essas informações são enviadas pela internet para os servidores do Google várias vezes a cada hora.

Getty Images
Aparelhos com Android enviam localização de torres e roteadores para o Google várias vezes ao dia

A Apple foi a primeira empresa a ser acionada por este motivo, já que armazena o histórico de localização cada vez que o usuário sincroniza o aparelho com o computador. Dois pesquisadores americanos denunciaram a falha que armazena um arquivo sem criptografia no computador durante a semana passada.

Por conta disso, Julie Brown e Kayla Molaski, duas moradoras da cidade de Detroit (EUA), entraram com uma ação judicial contra o Google em que reclamam que as informações sobre localização são enviadas ao Google sem criptografia, o que permite que outras pessoas interceptem os dados. Entre os pedidos, elas requerem uma indenização de US$ 50 milhões pelos danos causados.

"A acessibilidade às informações sem encriptação coletadas pelo Google coloca um sério risco aos usuários, já que pode permitir invasões de privacidade", diz o texto do processo, de acordo com o site da revista Wired. De acordo com o Google, os usuários são informados de que o Android coleta tais informações.

Com o processo, as duas mulheres afirmam que "o Google precisa de autorização expressa e particular de cada usuário para coletar as informações sobre a localização do aparelho". A ação ainda pede que a corte americana obrigue o Google a oferecer informação clara sobre o uso posterior destas informações, inclusive acordos com terceiros e ações de marketing.

De acordo com a Wired, tanto o Google como a Apple pretende esperar até 10 de maio para ter uma audiência com o subcomitê jurídico de privacidade do Senado americano, para explicar as questões abordadas nos processos sobre rastreamento de aparelhos enfrentados pelas empresas.

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