Segundo a Intel, novos notebooks serão mais finos que um dedo e terão processamento igual ou superior aos modelos tradicionais

Mooly Eden, da Intel:
iG São Paulo
Mooly Eden, da Intel: "Computadores sobreviverão aos tablets"
A Intel anunciou hoje que os primeiros notebooks de uma nova geração mais fina, leve e com maior poder de processamento, chegarão ao Brasil até o final do ano, em lançamento quase que simultâneo com os Estados Unidos. Chamados pela Intel de ultrabooks , esses aparelhos usarão processadores da segunda geração da linha Intel Core (i3 a i7), peso abaixo de 1 Kg, menos de 20 milímetros de espessura e preço abaixo de US$ 1 mil.

"Os primeiros ultrabooks chegarão ao Brasil a tempo para o Natal", garantiu Fernando Martins, presidente da Intel para o Brasil. A empresa ainda não divulgou quais fabricantes de computadores serão os primeiros a lançar notebooks desta nova geração no Brasil, nem o preço. "Como o preço varia para cada modelo e temos os impostos, ainda não podemos determinar o valor", disse Martins ao iG . Durante um evento para canais, realizado hoje em São Paulo (SP), pelo menos dois modelos de notebooks mostrados pelos executivos foram fabricados pela Acer e pela Asus.

Nova categoria brigará com tablets

"O ultrabook é uma nova categoria de notebooks que inclui diversos tipos de máquinas, inclusive híbridos de tablets e notebooks", disse Mooly Eden, vice-presidente e gerente geral do grupo de computadores pessoais da Intel, durante o evento. Segundo ele, alguns fatores como peso, espessura, capacidade de processamento e tempo de inicialização (boot) deverão ser os mesmos para todos os modelos. Os fabricantes poderão incluir outras tecnologias para melhorar o produto, como a porta Thunderbolt, desde que o preço ao consumidor não exceda o estabelecido pela Intel.

Para auxiliar os fabricantes a reduzir o custo dos produtos, a Intel anunciou recentemente um fundo de R$ 480 milhões (US$ 300 milhões) para a criação de componentes de alta tecnologia para essa nova geração de produtos. O anúncio aconteceu depois de a imprensa internacional relatar que alguns fabricantes de computadores não estavam conseguindo atender os requisitos técnicos exigidos pela Intel, sem ultrapassar o preço estabelecido. O investimento será realizado ao longo de três anos.

Apesar de caros, os computadores ultrafinos e com alto poder de processamento já estão presentes no mercado há bastante tempo. A Apple já oferece, desde 2008, sua linha de MacBooks Air que possuem espessura de menos de 2 centímetros e peso de 1,3 Kg. Recentemente, a Samsung também entrou no mercado de notebooks ultrafinos com o Série 9 , que tem 16,3 milímetros de espessura e 1,3 Kg. Ele usa processador Intel Core i5 de segunda geração (Sandy Bridge).

Mais rápido e seguro

Além das especificações exigidas para os ultrabooks, os fabricantes incluirão nas máquinas algumas tecnologias proprietárias da Intel, como inicialização do sistema operacional em até quatro segundos e recurso "Smart Connect", que atualiza informações, como a caixa de entrada dos e-mails, mesmo quando o computador está desligado (desde que uma conexão com a internet esteja disponível). No ano que vem, os "ultrabooks" passarão a usar os chips Ivy Bridge , nova geração da linha Intel Core.

A questão da segurança, já que a mobilidade é o principal atrativo da nova geração de notebooks, também foi uma preocupação das empresas, que incluiram um sistema que permite apagar todas as informações do equipamento, em caso de roubo. "É uma pílula do suicídio", disse Eden.

Apesar de investir para popularizar os "ultrabooks", a Intel afirmou que continuará trabalhando para aprimorar seus chips para dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Desde maio, a empresa oferece para os fabricantes o processador Atom Z670 , mas nenhum aparelho chegou ao mercado com o chip até agora. Atualmente, o segmento de tablets é dominado pelos chips baseados na arquitetura ARM, entre eles o Tegra 2 e o Snapdragon.

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