Os Kilobots são pequenos robôs autônomos do tamanho pouco maior que uma moeda

Por Fernanda Morales

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em parceria com a empresa suíça K-Team, desenvolveram e licenciaram um software que é capaz de controlar um grande número de mini robôs, chamados Kilobots.

Um vídeo, em inglês, produzido pela universidade mostra os Kilobots em ação e pode ser conferido no YouTube

Os robôs, que têm o tamanho de uma moeda de vinte e cinco centavos de dólar (na verdade, são um pouco maiores), possuem três pernas de metal bem finas, e se movem por meio de dois motores de vibração (os pequenos discos que se vêem na foto). Seu corpo é formado por uma pequena placa de circuito impresso circular, que contém um pequeno microprocessador, seus periféricos e o receptáculo da bateria recarregável de lítio – que é o maior componente do conjunto.

Os robozinhos que formarem um “enxame” de Kilobots são capazes de se comunicarem coletivamente. O projeto, aliás, foi criado para isso. Um transceptor infravermelho, que é apontado para baixo, permitem que eles recebam sinais vindos de outros Kilobots, ou do computador central, permitindo que eles se auto-organizem e se movam sem que a intervenção humana seja necessária.

O computador central (que também usa infravermelho para se comunicar com os Kilobots) pode reprogramá-los facil e rapidamente – e todos ao mesmo tempo. Um “enxame” de vários Kilobots pode ser, portanto, programado para desempenhar coletivamente uma tarefa específica. A única ressalva é que a superfície em que os Kilobots estejam sejam reflexiva para infravermelho.

Com o software e o transmissor de sinais infravermelhos, os pesquisadores são capazes de controlar centenas e até milhares de Kilobots de uma só vez. Os pequenos robôs foram desenvolvidos com base em insetos sociais (como formigas, gafanhotos e abelhas), que são capazes de trabalhar em equipe na busca por comida, pra transportar objetos grandes, construir estruturas e muitas outras funções.

“O Kilobot irá fornecer aos pesquisadores uma ferramenta importante para a compreensão de como desenvolver e construir grandes sistemas funcionais e bem distribuídos”, afirmou Michael Mitzenmacher, reitor da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade de Harvard .

Os pesquisadores acreditam que o ‘exército’ de Kilobots (quando possuir outra forma de locomoção, obviamente) pode ser muito útil em situações e locais de risco, como a busca por sobreviventes em meio a escombros. O grande atrativo deles, aliás, não é a locomoção por vibração, mas a transferência de dados entre um Kilobot e outro para poder trabalhar como um enxame. Isso, claro, é para o futuro: por enquanto, eles só conseguem zumbir e dançar em cima de uma mesa branca. Mas já é um começo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.