Fundadores dos eBay, Google, Twitter, Yahoo! e Wikipedia, estão preocupados com um projeto de lei antipirataria

O projeto, batizado de "Lei para deter a pirataria online" pela Câmara dos Deputados, foi previamente apresentado ao Senado sob o nome de "Lei para proteção do IP", com o objetivo de combater a pirataria online.

Embora tenham recebido o apoio da indústria cinematográfica de Hollywood e da indústria musical, o projeto enfrenta a oposição de associações que defendem a livre expressão, que argumentam que essa lei permitirá ao governo americano fechar sites, inclusive no exterior, sem necessidade de levar a questão à justiça.

Segundo esses pioneiros da internet, cuja carta dirigida aos congressistas americanos foi publicada nesta quarta-feira em vários jornais, a iniciativa "dará ao governo americano o poder de censurar a internet através de procedimentos similares aos usados na China, Malásia ou Irã".

"Todos nós tivemos a sorte de fundar grupos ou associações baseadas na internet, em um ambiente regulador que promovia o setor empresarial, a inovação, a criação de conteúdo e a livre expressão online", escreveram.

"Atualmente tememos o projeto 'Lei de proteção ao IP' e a 'Lei para deter a pirataria online' que, inicialmente, foram feitos com a boa intenção de combater a pirataria online, ponham em risco esta estrutura", acrescentaram.

Entre os que assinam a carta estão o co-fundador do Google, Sergey Brin, os co-fundadores do Twitter, Jack Dorsey, Biz Stone e Evan Williams, os do Yahoo!, David Filo e Jerry Yang, assim como o fundador do eBay, Pierre Omidyar, e do Wikipedia, Jimmy Wales.

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