Ataques pela web são maioria, com 92% dos casos, mas uso de pen-drives infectados também preocupa especialistas

Kido, ou Conficker, é a principal ameaça em todos os países da América Latina
Divulgação
Kido, ou Conficker, é a principal ameaça em todos os países da América Latina
As cópias piratas de sistemas operacionais estão presentes em dois de cada três computadores em funcionamento na América Latina, o que aumenta o risco de infectar a máquina com vírus e outros malwares por meio da internet. “Isso permite que vírus antigos continuem a infectar máquinas do Brasil e de outros países”, explicou Jorge Mieres, analista de malware da Kaspersky, durante o evento Ibero-American Analist Summit, realizado hoje em Cancún (México).

É o caso, por exemplo, do vírus Conficker, também conhecido como Kido, que atacou um computador pela primeira vez em novembro de 2008, mas até hoje se mantém como a principal ameaça no Brasil. Segundo dados da Kaspersky, 56,91% dos ataques de malware registrados no Brasil entre janeiro e agosto de 2011 foram provocados por apenas uma variação do Conficker, a net-Worm.Win32.Kido.ih. O vírus ataca computadores com Windows em seus versões de 32 bits. Atualmente, o Conficker possui 434 variantes.

Sem a cópia original do sistema operacional, os usuários não têm acesso às atualizações de segurança disponibilizadas pelo fabricante. “Em alguns países da região, a pirataria diminuiu, mas ainda há problemas que precisam ser resolvidos”, diz Mieres. O uso de dispositivos com conexão USB, como pen-drives, câmeras fotográficas e smartphones, sem checar a presença de vírus com antecedência, também contribui para a disseminação de vírus como o Conficker.

Os ataques de malware aumentaram 490% na América Latina em dois anos, de acordo com dados da Kaspersky. “Este número considera apenas os primeiros meses de 2011, então até o final do ano ele representará mais de cinco vezes o registrado em 2009”, diz Dmitri Bestuzhev, diretor de pesquisas e análise da Kaspersky na América Latina. A maioria dos ataques (92%) acontece por meio da web, o que inclui infecção por vírus e spyware e ataques por meio de redes sociais, e 8% envolvem uso de dispositivos USB infectados.

A repórter viajou para Cancún a convite da Kaspersky

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