Rede social pede para juiz federal desconsiderar processo de um vendedor que afirma ter metade da participação do Facebook

O Facebook pediu nesta segunda-feira para um juiz federal desconsiderar um processo em que um vendedor de Nova York afirma que merece metade da participação do fundador Mark Zuckerberg na rede social. O site chama o processo de "fraude".

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Paul Ceglia processou Zuckerberg e o Facebook, atualmente uma das companhias mais valiosas do mundo, em 2010 sobre uma disputa envolvendo um contrato de 2003. O Facebook tem repetidamente afirmado que o caso de Ceglia é uma fraude, que o documento "Work for Hire" é uma falsificação e que os emails que teriam sido trocados por ele com Zuckerberg foram inventados. No ano passado, o juiz que estava presidindo o caso deu mais prazo para o Facebook reunir evidências.

"A evidência existe. E é devastadora para Ceglia e seu grupo", afirmam advogados do Facebook no pedido para que o juiz desconsidere o caso. Os defensores afirmam que encontraram emails, que datam de quando Zuckerberg estava na universidade de Havard, para provar que Ceglia está cometendo fraude. Representantes de Ceglia não puderam ser imediatamente contatados para comentar o assunto.

Ceglia afirma que foi contratado por Zuckerberg, quando ele era um aluno em Havard, para múltiplos projetos, um dos quais acabou se transformando no Facebook. Em fevereiro, o Facebook entrou com pedido junto a reguladores do mercado norte-americano para levantar US$ 5 bilhões em uma oferta pública inicial de ações. Zuckerberg controla 28,4% das ações classe B do site.

O Facebook é avaliado em US$ 93,6 bilhões, segundo a SharesPost, que acompanha valores de companhias privadas.

(Por Grand McCool e Jonathan Stempel)

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