Tablet ou e-reader? Conheça as diferenças

iPad e similares têm mais funções, mas tela não é indicada para leitura prolongada

Mauricio Coelho, para o iG Tecnologia |

Com o lançamento do novo iPad, os tablets mais uma vez dominam o noticiário de tecnologia. Versáteis, esses aparelhos podem até substituir um computador em algumas tarefas, como navegação na web, mas ainda deixam a desejar em outras.

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Uma dessas tarefas é a de leitura de livros, que conta com sua própria categoria de produtos, os e-readers. Mais baratos, esses aparelhos têm como função praticamente exclusiva permitir a leitura de livros digitais.

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Boa parte dos e-readers pode ser levada no bolso da calça
Muitos usuários, porém, ainda não sabem diferenciar um tablet de um e-reader. Esta falta de informação faz com que muitas pessoas paguem até cinco vezes mais por um tablet com tela colorida, quando na verdade só querem ler livros ou noticiais de seu jornal online preferido.

Inversamente, quem compra um e-reader devido ao preço atrativo pode se decepcionar com algumas limitações do aparelho.

Por isso, o iG elaborou uma lista de características dos e-reader e tablets. Ela vai ajudá-lo a identificar qual é o dispositivo mais adequado para cada tarefa. Confira:

Tela

O tamanho da tela pouco importa e a escolha é muito pessoal, já que quase todos os dispositivos têm funções de zoom das imagens e aumento do tamanho da fonte dos textos exibidos. O fator chave na escolha da tela certa é definir em qual lugar o dispositivo será mais usado.

Os e-readers possuem uma tecnologia própria de exibição em preto e branco do conteúdo, chamada E-ink e também conhecida como tinta eletrônica. Como as telas com essa tecnologia não emitem luz e são opacas, os e-readers são ótimos companheiros para a leitura em locais abertos com muita claridade, por exemplo, na praia.

Seu ponto fraco é que, por não ter iluminação de fundo própria, eles exigem uma fonte de luz externa em ambientes com pouca luz. O lado bom é que a tela dos e-readers permite ler por horas a fio sem cansar a vista.

Alguns e-readers, como o Kindle Touch, trazem uma tela sensível ao toque, dispensando botões convencionais.

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Boa parte dos e-readers pode ser levada no bolso da calça
Já os tablets têm telas coloridas sensíveis ao toque, com superfície brilhante e iluminação própria de fundo. Essas características dão a esses aparelhos a vantagem em ambientes escuros.

Porém, em salas com fortes luzes ou em ambientes abertos, muitas vezes é mais fácil ver o reflexo do seu rosto do que o conteúdo exibido. E, após algumas poucas horas de uso, a luz emitida pela tela pode causar certo desconforto nos olhos.

Funcionalidades

Para quem deseja um substituto para seu notebook, os tablets são os mais indicados. Eles se assemelham muito em termos de função a um smartphone, e permitem rodar jogos, aplicativos, ver fotos, ouvir música e navegar pela internet. Além disso, os sistemas operacionais iOS e Android, presentes na maioria dos tablets, possuem uma extensa lista de programas gratuitos disponíveis nas suas lojas virtuais.

Os e-readers também vêm com navegadores de internet. Porém seu uso está mais otimizado para a navegação no site do fabricante para compra de e-books e assinaturas de revistas ou jornais online. Há pouca variedade de programas para serem instalados.

Aplicativos como processadores de texto podem até ser instalados. No entanto, deixam a desejar no caso de uso mais intenso e têm problemas de compatibilidade. Muitos usuários de e-readers tem usado o Google Docs, com parcial sucesso, como alternativa para se obter esta função. Alguns modelos de e-reader reproduzem MP3 e vêm com uma entrada para fones de ouvidos. Caso pretenda ouvir música guardada em seu e-reader, opte pelos modelos com mais memória interna ou entrada para cartão de memória.

Duração da bateria

Devido à tela sem iluminação própria e menor poder de processamento, a duração da bateria dos e-readers é mais longa do que a dos tablets. Os e-readers podem ser usados por um mês, em média, sem terem que ser plugados à tomada. Já os tablets podem esgotar suas baterias após algumas horas, em casos de uso intenso.

Conectividade

Os e-readers mais recentes já se assemelham aos tablets em termos de conectividade. Praticamente todos já contam com Wi-Fi e muitos até mesmo com 3G. Com isso, atualização de software e compra online de títulos para leitura são procedimentos fáceis de serem realizados em ambos os dispositivos.

Expansão de memória

A entrada para cartões de memória é mais útil em tablets, já que esse tipo de aparelho pode trabalhar com diversos formatos de mídia (videos, músicas e documentos). Com isso, muitas vezes a memória interna não dá conta do recado.

No caso de e-readers este recurso é dispensável, já que o uso geralmente se restringe a leitura de livros e os arquivos geralmente são pequenos (2 GB em média são suficientes para guardar 1.400 livros).

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Boa parte dos e-readers pode ser levada no bolso da calça
Tamanho e peso

Para quem prioriza a mobilidade e tamanhos compactos, os e-readers ganham disparado dos tablets com tela de 7 polegadas, os menores.

Para se ter uma ideia, o e-reader Kindle Touch, com tela de 6 polegadas, pesa 213 gramas. Já o tablet Kindle Fire, de 7 polegadas, pesa quase o dobro, 413 gramas.

Preços

Os e-readers são mais baratos. Os preços começam na faixa de US$ 75 (Sony Reader) e a maioria fica em torno de US$ 100.

Já os tablets, por serem equipamentos mais completos, podem variar de US$ 199 (Nook Tablet 8 GB e Kindle Fire) até US$ 829 (iPad de 64 GB com 3G). Geralmente, os tablets mais caros possuem uma  tela maior, mais memória interna e processadores com dois núcleos (alguns com quatro núcleos, com o Transformer Prime).
 

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