Estudo do UMTS Forum mostra que TV pela internet e vídeos estão entre as principais fontes do crescimento do consumo de dados

O total de dados trafegados por meio de redes celulares crescerá 33 vezes em 10 anos e alcançará 127 exabytes em 2020 (o equivalente a 1,27 bilhão de gigabytes), de acordo com relatório divulgado na Futurecom 2011 pelo UMTS Fórum, entidade que monitora o uso de redes celulares e auxilia a União Internacional de Telecomunicações (UIT) na regulamentação do setor de telecomunicações.

O motivo do uso intenso da rede móvel será a disponibilidade das redes celulares de quarta geração (4G) com tecnologia LTE (Long Term Revolution). Ela permitirá que os usuários acessem a internet de qualquer lugar com velocidades de cerca de 100 Mb por segundo. Atualmente, as redes 3G costumam oferecer velocidades na casa de 1 Mb por segundo. “Em 2013, os aparelhos com suporte a LTE começam a chegar às lojas com preço mais baixo”, prevê Jean-Pierre Bienaimé, chairman do UMTS Forum.

Com o aumento da velocidade das redes, os internautas passarão a consumir cada vez mais dados por meio de smartphones e tablets. Em média, as pessoas passarão a consumir 294 MB por dia em 2020. Em 2010 esse número foi de 10 MB. Somente na Escandinávia, onde já existem redes LTE disponíveis, o tráfego de dados de cada usuário já alcançou 500 MB por dia. Atualmente, existem 28 redes LTE em todo o mundo.

Tablets e smartphones contribuirão para o maior consumo de dados em redes de celulares
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Tablets e smartphones contribuirão para o maior consumo de dados em redes de celulares
Segundo Bienaimé, os grandes incentivadores deste mercado são as grandes empresas de tecnologia, como Apple e Google, que investiram em plataformas de software para dispositivos móveis e adotaram um modelo de venda de conteúdo e aplicativos por meio dos aparelhos. “As redes sociais, os vídeos e os serviços de transmissão de TV pela internet estarão entre as maiores fontes do tráfego de dados no futuro”, disse Bienaimé.

Brasil à frente do México

Segundo o relatório do UMTS Fórum, o Brasil fechou o mês de março com 24,6 milhões de assinantes de conexões 3G e, com isso, se manteve como maior mercado na América Latina e Central, à frente de outros países importantes, como o México – que fechou março com 7,1 milhões de assinantes.

Metade dos novos assinantes de conexões no Brasil optou por acesso via rede 3G de acordo com o estudo do UMTS Fórum. Com isso, o Brasil passou a ser o terceiro país que mais adicionou novos assinantes em suas redes 3G em todo o mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. “O número foi impulsionado principalmente pelo aumento nas vendas de smartphones, que aumentaram 108% em relação ao mesmo período do ano passado”, disse Bienaimé.

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