Mesmo assim, de acordo com estudo, novos modelos de televisores com a tecnologia devem chegar ao mercado ainda este ano

TVs de tela fina devem substituir TVs de tubo nas prateleiras em todo o mundo nos próximos anos
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TVs de tela fina devem substituir TVs de tubo nas prateleiras em todo o mundo nos próximos anos
As TVs que usam tecnologia de tubo de raios catódicos (CRT) devem desaparecer das prateleiras em cerca de dois anos, prevê Gisela Pougy, diretora de negócios da consultoria GfK. Em coletiva de imprensa da Photo Image Brasil, feira que acontecerá em São Paulo (SP) entre 16 e 18 de agosto, Gisela afirmou que as TVs de tela fina, que incluem as telas de LCD, LED e Plasma, já representam 71% do mercado no mundo e 64% na América Latina.

No início de 2010, as TVs de tudo ainda eram maioria no mercado de TVs no Brasil. O aumento das vendas de quase 20% em virtude da Copa do Mundo da África do Sul, no entanto, contribuiu para que os brasileiros comprassem mais TVs de tela fina do que TVs de tubo pela primeira vez na história. Segundo a GfK, entre janeiro e junho de 2011, as TVs de tubo representaram apenas 4% das vendas mundiais. “Elas ainda sobreviverão por um tempo na América Latina, mas devem desaparecer”, diz Gisela.

Japão populariza TV conectada

As TVs com telas de LCD ainda representam a maior parte das vendas em todo o mundo, mas as TVs de LED, uma evolução do LCD, já são bastante populares em alguns países como Alemanha e Japão. Nesses países, tecnologias avançadas como conexão com a internet em TVs também representam boa parte das vendas – de acordo com a GfK, 50% de todas as TVs compradas no Japão possuem o recurso.

No Brasil, as TVs com conexão de internet avançam. No primeiro semestre de 2011, elas representaram 17% das vendas, ou seja, quase uma em cada cinco TVs vendidas no País permite navegar na web. “A categoria de TVs conectadas está crescendo fortemente no Nordeste”, diz Gisela.

Assim como em outros países, a maior parte das TVs vendidas no Brasil já possui telas com máxima resolução (1080 pixels). Com o ganho de escala, fabricantes de TVs com a tecnologia já reduziram o preço dessas TVs em 75% do valor em apenas um ano no Brasil. “Já faz quatro anos e meio que o preço das TVs só cai no Brasil”, diz Gisela.

TVs 3D engatinham

O Brasil não é exceção quando o assunto são as baixas vendas de TVs que reproduzem conteúdo em 3D. A situação, diz Gisela, preocupa fabricantes no mundo todo. “Os brasileiros estão muito ansiosos pelo aumento das vendas de TVs 3D, mas esses modelos chegaram ao País há apenas um ano e meio”, disse Gisela ao iG.

O preço é um dos motivos para a baixa popularidade das TVs 3D no Brasil. Segundo a GfK, uma TV de tela fina simples custa, em média, R$ 1.700, enquanto o preço médio de uma TV com tecnologia 3D é de R$ 3.341. Assim, o consumidor ainda paga 96% mais para ter a TV mais avançada na sala de estar. Com o tempo, segundo Gisela, a tendência é que o preço da tecnologia caia.

Venda de aparelhos de DVD caem

Os aparelhos que reproduzem apenas DVDs enfrentam um período difícil no Brasil. As vendas da categoria caíram 8% em um ano, de acordo com os dados da GfK. Os vilões são os tocadores de Blu-ray que, apesar de caros, já estão 22% mais baratos em relação ao ano passado.

Quando esses aparelhos chegaram ao Brasil, diz Gisela, o consumidor pagava, em média, R$ 1.200 por um tocador de Blu-ray. Hoje, o preço médio de um aparelho é de R$ 543, valor que pode ser maior em virtude de outros recursos com tecnologia 3D e conexão com a internet. “Nos primeiros seis meses de 2011, 33% das unidades vendidas também reproduziam filmes em 3D e 82% acessavam a internet”, diz Gisela.

Dois problema que atrapalha o Blu-ray no Brasil é o preço e a falta de conteúdo criado especificamente para este formato. A GfK estima que há apenas 1.600 mil títulos de Blu-ray disponíveis no mercado, vendidos por cerca de R$ 52. No caso dos DVDs, além do preço menor (cerca de R$ 19), há mais de 25 mil títulos no mercado. Vale lembrar que tocadores de Blu-ray também reproduzem mídias de DVD.

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