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13/01 - 14:09hs

"BBB" reforça flerte com redes sociais na décima edição
Para quem se acostumou a associar o Big Brother Brasil a cariocas-caraca, caipiras ingênuos e pitboys de sunga branca, a escolha da Twittess para a décima edição do reality show da Globo parece uma surpresa. Mas o flerte do programa com a web não é novo.
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Agência Estado

por Gustavo Miller

"A internet vem sendo usada desde o BBB 3 e cresceu tanto no BBB 9 que virou nossa própria rede social, com a plataforma 8P", explica o diretor do programa, J. B. Oliveira, o Boninho. "Neste ano fizemos uma inscrição mais fechada, mas expandimos a pesquisa para as outras redes: Orkut, Facebook, Twitter e Skype foram fundamentais."

Ao escarafunchar a rede atrás de brothers e sisters, a produção do BBB mira a audiência crítica, dita formadora de opinião, que frequenta os serviços de web 2.0. Por quê? É que a audiência de um programa de TV, hoje, não se resume aos televisores ligados de um grupo de pessoas escolhido pelo Ibope.

Nos EUA, desde dezembro a Nielsen Media (que mede a audiência por lá) confere os dados de acessos dos programas de TV na internet. Por aqui, o que começa a ser avaliado é o buzz gerado na rede - que assumiu o papel que já foi da rua.

No dia em que o blog da produção do BBB anunciou os participantes, BBB 10 esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter. Do País? Não, do mundo. Em questão de horas, internautas iam atrás da vida dos participantes. "Esse é o objetivo de um bom reality: criar burburinhos. Estar no trending topics foi um reconhecimento", discursa Boninho.

Além de Tessália, a menina que usa trucagens para arrebanhar seguidores ao seu Twitter, o programa que começou ontem (12) tem outras subcelebridades virtuais. O paulistano Sérgio, vulgo Sr. Orgastic, é dono de um popular fotolog, já o maquiador Dicesar faz sucesso com músicas no YouTube na pele da drag queen Dimmy Kieer. A dançarina Eliane também é famosa no portal de vídeos do Google como a Lia Khey, a garota do Rebolation. Fora a blogueira Elenita Rodrigues, que paga de "dona da maior comunidade contra homofobia do Orkut".

Mas o lado hi-tech não está apenas nos confinados - que poderão usar o Twitter (em edições anteriores podia-se blogar, e não deu lá muito certo). O diretor adianta que o programa usará da tecnologia de realidade aumentada, microfones à prova d’água e câmeras com sensores de calor. "Para a twittada em tempo real, estamos criando uma ferramenta. Seria algo para disparar mensagens, nunca para recebê-las."

Ele diz se divertir com o número de "pedintes" que entraram em seu perfil após a escolha da Twittess. E brinca sobre sua fama de grosseirão, que bloqueia qualquer um que lhe critica. "Aprendi a encarar o Twitter como um espaço pessoal e fico com quem eu gosto. Não o uso para dizer frases inteligentes, mandar aquela sacada, contar que fiz um grande feito ou deixar a dica do último gadget que saiu no T3", provoca.

"Quem entra na minha onda e entende meu ‘humor’ tem a porta aberta. Com essa galera, jogo conversa fora, ouço dicas e trocamos figurinhas. Agora, se o clima bater diferente, uso essa incrível e prática ferramentinha... Block!"


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