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Desafio feito pela prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a Contax quer estimular criação de novas tecnologias para melhorar vida do cidadão

Muito interessante o concurso que a Prefeitura do Rio está promovendo, com a comunidade de desenvolvedores da cidade. Trata-se de um desafio em busca de soluções tecnológicas para melhorar a vida da população carioca em quatro áreas: iluminação pública, estacionamento irregular, conservação de vias públicas e poda de árvores.

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Desenvolvedores poderão propor novas tecnologias para prefeitura e ganhar prêmios
Divulgação
Desenvolvedores poderão propor novas tecnologias para prefeitura e ganhar prêmios

Em parceria com a Contax, o concurso “Hackathon Rio de Janeiro — Central de Atendimento 1746” está aberto para inscrições até o próximo 26. Entre outros prêmios, haverá bolsa de estudos e grana, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, de acordo com a categoria. O regulamento está disponível na internet, claro — e a primeira prova do concurso é justamente descobrir em que site ele se encontra. Não será uma tarefa difícil para quem vive da rede.

A propósito, começam a circular hoje, pelo Centro do Rio, as equipes da Prefeitura que vão multar os porcalhões da cidade. O que interessa, para nós, é que o coração do Programa Lixo Zero é um aplicativo desenvolvido pela UFRJ, rodando Android. Cada equipe da prefeitura terá um smartphone e uma impressora. O sujismundo será abordado e, caso não consiga dar seu jeitinho, terá que digitar o CPF para ter acesso à multa — entre R$ 157 e R$ 3.137.

É para encontrar outras soluções interessantes que foi criado o Hackathon. Portanto, o negócio é queimar a mufa para emplacar um premiozinho. Quem sai ganhando é o carioca.

Por falar em desafio: semana passada o site do jornal "O Dia" transmitiu, com exclusividade entre os sites jornalísticos, um debate ao vivo entre o prefeito Eduardo Paes e alguns interlocutores da chamada “sociedade civil”, se é que esse termo existe de fato.

Sem entrar nos méritos ou deméritos políticos da discussão, o certo é que a internet facilita a crença de que somos todos jornalistas. Vá lá, nada contra. Mas a prática da entrevista jornalística fez falta entre os que participaram do chamado hangout com o Paes. Os aspirantes abusaram de perguntas longas, precedidas por teses, conceitos e pós-conceitos, além de relativa desinformação.

Resultado: raposa velha da política, Paes fez a festa. Seus interlocutores perderam a oportunidade de questioná-lo diretamente sobre inúmeros pontos. Deixaram de lado a prática jornalística da pergunta incisiva e partiram para a argumentação típica de quem quer convencer o outro pela insistência e pelas belas palavras.

Em tempo: pode parecer, mas isto aqui não é uma defesa de Paes. Ele vacila muito, por exemplo, quando decide suspender a liberação de informações para a imprensa, on time, a respeito do trânsito e outras ziquiziras da cidade. Quem sai perdendo é o carioca. E quem sairá ganhando?

*Nelson Vasconcelos escreve no Brasil Econômico às terças-feiras.

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