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Hackers utilizam ataques para roubar moedas armazenadas em carteiras virtuais e também para transformar computadores domésticos em máquinas de mineração

Um novo estudo, divulgado nesta semana pelo departamento de segurança do Baidu, maior buscador da China, aponta que já existem mais de mil tipos de vírus diferentes criados para roubar Bitcoins ou transformar a máquina de usuários em mineradores da moeda virtual. O estudo, conduzido em junho de 2013, identificou a existência de 984 vírus desenvolvidos para obter bitcoins de maneira ilegal e mais de 10 mil computadores infectados com essas ameaças.

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Criada em 2009, a moeda virtual Bitcoin ganhou popularidade ao longo dos últimos anos, já que permite comprar bens reais, como eletrônicos. A moeda não é centralizada em uma entidade, como o Banco Central, e a falta de regulamentação é um dos desafios que o Bitcoin ainda precisa superar para se tornar uma alternativa viável a outras moedas reais. Novas moedas Bitcoin são criadas a cada dez minutos, pelos mineradores que participam da rede global.

Os vírus identificados pelo Baidu, de acordo com o estudo, atuam de duas maneiras: alguns deles roubam as moedas virtuais armazenadas pelo internauta em uma carteira virtual, no entanto a maioria deles tenta transformar o computador do usuário em um minerador de bitcoins. Isso significa que, enquanto a máquina estiver ligada e conectada à internet, um aplicativo dedicará seu poder de processamento à rede Bitcoin sem o consentimento do dono.

Três tipos distintos

Segundo o estudo, a maior parte dos vírus analisados são códigos que se dedicam a usar parte da capacidade computacional do PC infectado para trabalhar na mineração para terceiros. O processo consiste em criar uma rede de PCs zumbis ao infectar a máquina e controlar remotamente esta rede para fins não autorizados por seus donos, neste caso, minerar bitcoins.

Outros 182 vírus estudados foram classificados como “phishing” e ficam instalados em sites legítimos. Como o usuário não desconfia que está visitando um serviço suspeito, muitas vezes ele baixa códigos maliciosos para sua máquina. O estudo identificou ainda 45 códigos classificados como “trojans”, capazes de atacar a carteira de bitcoins do usuário.

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