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Além do Facebook: conheça oito redes sociais que conectam pessoas com os mais diversos interesses: de paquera à livros

Que o brasileiro é um ser muito social ninguém mais duvida. Durante anos, os brasileiros foram os principais usuários do Orkut, a primeira e mais popular rede social que se tem notícia, oficialmente fechada no ano passado. Com o Facebook, não é diferente, e muito embora seja utilizada por uma quantidade numerosa também no Brasil, a rede social de Mark Zuckerberg não é a única a conquistar a atenção por aqui. Conheça abaixo outros sites, alguns desenvolvidos em território nacional, que conquistaram espaço na web. 

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Badoo

Lançado em 2006, o Badoo  é uma rede social para conhecer novas pessoas baseada em geolocalização que, segundo a própria empresa, possui 250 milhões de usuários, muitos deles no Brasil. Os usuários criam seu perfil, escolhem onde querem conhecer novas pessoas, para então começarem a conversar uns com os outros. 

O Badoo é baseado no modelo de negócio “Freemium", no qual os usuários têm acesso à maioria dos serviços de graça, mas podem pagar para ter acesso a recursos especiais. Os micropagamentos representam a principal fonte de renda do Badoo. Ao adquirir créditos, os usuários do Badoo podem aparecer para milhões de pessoas no Foco ou estar entre os primeiros resultados nas buscas. Algo parecido com o que o LinkedIn faz com os perfis profissionais. Os usuários podem adquirir também os chamados “Super Poderes”, que permitem, entre outras coisas, que eles vejam quem curtiu seu perfil e que eles possam conversar com os usuários mais populares.

O Badoo possui versões mobile da rede social, para iOSpara Android , e também para Windows Phone , além de  aplicativo para Facebook.

Bliive

Vencedora do desafio Intel de empreendedorismo de 2014, a Bliive  é uma rede social de troca de tempo. Criada por quatro brasileiros, Lorrana Scarpioni, Roberto Pompeo, José Henrique Fernandes e Murilo Mafra, a rede social tem como objetivo estimular o uso do talento individual para criar uma economia colaborativa, incentivando os usuários a compartilhar experiências com seus amigos e comunidades.

Funciona assim: os usuários oferecem serviços em troca de créditos dentro do site, que possui versão em português e em inglês. Esses créditos servem para contratar novos serviços oferecidos por diferentes usuários. Tudo isso na moeda local, ou seja, nenhuma transação é feita em dinheiro. A rede foi lançada em 2013 e hoje há uma variedade de propostas que vão desde aulas de música a lições de língua estrangeira, até fazer companhia para uma festa ou uma hora de ombro amigo.

Ello

Apresentado em 2014, o Ello  logo ficou conhecido como o anti-Facebook, pois além de uma vida sem publicidade, o site promete que não venderá dados dos usuários para outras empresas. A rede social foi inicialmente pensadoa para ser uma rede de 90 amigos do fundador Paul Budnitz, dono de uma loja de bicicletas no estado de Vermont, no nordeste dos Estados Unidos, mas em agosto Budnitz resolveu abrir o site para mais pessoas. Inicialmente, era necessário ser convidado, mas hoje a rede está aberta a qualquer um que se interessar.

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Na época, Budnitz disse que a ideia é fazer dinheiro por meio da cobrança de algumas funções do site, e não com anúncios e informações dos usuários, como faz o Facebook. Por enquanto, porém, não se sabe se o Ello está dando lucro. Em seu manifesto, os fundadores da Ello estabelecem diferenças claras entre o que propõem e o que entregam as redes sociais atuais. "O dono da rede social da qual você faz parte são os anunciantes", diz o texto. "Cremos que uma rede social pode ser uma ferramenta para dar poder às pessoas. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular (...). Você não é um produto".

Recentemente, a rede social lançou uma versão para iOS . Embora longe dos holofotes, o Ello continua ativo.

Faceglória

Lançada recentemente por brasileiro, o Faceglória é a "rede social perfeita para você compartilhar o amor e a sabedoria cristã com outras pessoas". Claramente inspirada no Facebook, o Faceglória, permite que o usuário poste fotos, que se conecte aos amigos e também que siga pessoas do seu interesse na rede social. Como o Facebook, há uma linha do tempo com as mais recentes publicações dos usuários, com as quais é possível interagir: curtir ou comentar. Mas no Faceglória o Like foi substituído por Amén.

Uma diferença da rede social é a integração com o SoundClound, que permite ao usuário escutar músicas gospel enquanto navega na rede social. No ar desde o início de junho e com investimento de R$ 40 mil, o FaceGlória já conta com 50 mil membros. Segundo um dos criadores da iniciativa , Átilla Barros, a rede social pretende reunir pessoas que compartilham da mesma fé e se simpatizam com os ensinamentos cristãos. Para participar da rede social basta cadastrar um email e criar uma senha. 

Grom Social

Grom Social  é uma rede social apenas para crianças, que recentemente ganhou uma versão brasileira, ou seja, totalmente traduzida para o português, e já possui aplicativo para iOS  e também para Android . O site foi criado por Zach Marks, de 14 anos, quando este tinha apenas 11 anos. Na época, Zach ficou irritado com seu pai, que o impediu de usar redes sociais voltados para adultos, por segurança.

Na rede social infanto-juvenil, os usuários se conectam com amigos, participam de jogos e compartilham experiências, tudo dentro de um ambiente seguro que é monitorado por supervisores treinados, muitos dos quais são educadores, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Quando uma criança com menos de 13 anos de idade abre uma conta no Grom Social, ele ou ela automaticamente se torna amigo dos Grom Helpers do site, os quais recebem os usuários e oferecem assistência em tempo real. Para uma criança se tornar um membro registrado do Grom Social, sempre é requerida a aprovação dos pais.

Os pais também podem controlar as atividades de seus filhos na rede social por meio de um portal exclusivo, onde monitoram interações e recebem notificações por email sobre as atividades de seus filhos no Grom Social. O Grom Social possui mais de um milhão de usuários registrados e é exclusivo para crianças entre 5 e 16 anos de idade.

IMVU

IMVU  é uma rede social totalmente virtual, no sentido que para fazer parte é preciso criar um avatar 3D para então interagir com os demais integrantes. Só com seu "eu virtual" é que o usuário poderá entrar em salas de bate-papo com temas variados, além gerenciar a vida do seu avatar, mudando ou comprando itens, como um bichinho de estimação.

Além das salas temáticas, é possível entrar em chats privados com amigos e conhecer novas pessoas pelo recurso de encontro, semelhante ao que fazem esses recentes aplicativos de paquera. Se ambos "se curtirem", o IMVU avisa cada um sobre o interesse mútuo. Uma rede social alguns passos à frente do que falecido Second Life.

O IMVU tem também uma função de jogo, que permite ao usuário modificar seu apartamento na rede social, uma cobertura. Como no processo de criação do avatar, o usuário pode simplesmente mudar algumas coisas de lugar ou adquirir itens para personaizar sua casa virtual. A rede social permite até que o usuário dê uma festa. Segundo a empresa, são mais de três milhões de usuários ativos. 

Orkuti

O nome não é por acaso: o Orkuti  é sim uma rede social para quem sente falta do Orkut, site do Google que saiu do ar no ano passado. Conforme a própria página do site, "o Orkuti surgiu em 30 de Setembro de 2014 para homenagear o saudoso Orkut. Nossa visão é promover interação social entre as pessoas através de um espaço limpo e que respeita seus usuários. Orkuti se lê Orkut(i) dando ênfase ao i".

Quase todas as funcionalidades que fizeram a fama do Orkut original estão lá: depoimentos, quem viu seu perfil e como o usuário está se sentido. O site possui versão em português e inglês e pode ser acessado com a conta de outras redes sociais: Facebook e Google+.

Skoob

Criado em 2009 como um espaço para compartilhar opiniões e dicas sobre livros, o Skoob  tem 2,5 milhões de usuários e é o maior do segmento no Brasil. Reformulada desde então, a ferramenta conta com um feed de atualizações em que amigos podem comentar as leituras dos usuários e dar sugestões. Outra novidade é um campo de pesquisa para comparação do preço de um título em diversas livrarias e versão para dispositivo móveis: iOS  e também para Android .

Além de compartilhar opiniões sobre livros que já leram e que gostariam de ler, os usuários podem trocar títulos entre si e mostrar o que estão relendo e quais leituras foram abandonadas, formando assim uma estante virtual. O sistema tem ainda um paginômetro, que soma as páginas dos livros marcados como já lidos, além de uma média de páginas. Títulos ainda ausentes no banco de dados podem ser adicionados pelos próprios usuários, que podem compartilhar suas opiniões sobre as obras através de avaliações com estrelas, de uma a cinco, e resenhas.

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