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Única fabricante a investir na tecnologia de tela OLED no Brasil, a LG renova seu portfólio com três novos modelos

Ao que parece, a estratégia da LG de baixar drasticamente os preços das TVs OLED no Brasil, em novembro do ano passado, deu certo . Em apresentação feita nesta quarta-feira (15) em São Paulo, Renato Almeida, gerente de produto da fabricante sul-coreana, disse que foram vendidas mais unidades de TVs OLED no primeiro semestre de 2015 do que em todo o ano de 2014. Segundo ele, tal resultado representa um aumento de 60%. Quando lançadas, em meados de 2013, as TVs OLED da LG de 55 polegadas chegavam a custar cerca de R$ 40 mil. Agora, são encontradas por R$ 10 mil. 

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Analisando o cenário, Almeida disse ao iG que a tendência para produtos premium como as TVs OLED da LG é de aumento de preços, mas que como a tecnologia ainda é recente no Brasil, tem menos de dois anos, a empresa optou por impulsionar sua adoção. Vale lembrar também que a LG é a única fabricante apostar no OLED no Brasil. As demais concorrentes seguem investindo no LCD LED e, mais recentemente, no ponto quântico, que melhora alguns aspectos da imagem. 

Para 2015, são três novos modelos: duas de 55 polegadas, uma Full HD e outra Ulta HD (4K), e uma de 65 polegadas, 4K. O modelo Full HD é o que mantém o preço de 2014, R$ 9.999, enquanto a 4K tem valor sugerido de R$ 15.999. A versão de 65 polegadas ainda não tem preço definido. 

A nova linha de TVs OLED trazem outras características importantes: uma película especial que reduz a reflexão da luz ambiente, design curvo e fino (5,9 mm de espessura) e sistema inteligente, ou seja, rodam a plataforma própria da LG, o WebOS 2.0. E, atendendo aos pedidos dos clientes, as novas televisões podem ser penduradas na parede. Aos interessados, a LG oferece não apenas a instalação de graça, mas também o suporte. 

Pesquisa da USP compara TVs da LG

No evento, a LG apresentou ainda uma pesquisa comparativa entre três produtos da marca com tecnologias de tela distintas: OLED, LCD LED com nano spectrum (o ponto quântico), e LCD convencional. Nos oito parâmentros abordados pelo estudo realizado por Marcelo Zuffo, professor da escola politécnica da USP, o painel OLED foi superior em sete deles. Dentre os aspectos estavam contraste, brilho cores, entre vários outros.

Foi apenas no brilho, chamado tecnincamente de luminância, que a OLED ficou um pouco abaixo do painel com Nano Spectrum, o que segundo Zuffo não pode ser considerado um desempenho inferior. Tecnicamente a performance foi menor (93% OLED e 100% no Nano Spectrum), mas a percepção da imagem é algo bastante subjetivo, que varia de pessoa para pessoa. Logo, segundo ele, pode se dizer que ambas as tecnologias entregam resultados semelhantes e superiores às das TVs LED.

Em termos técnicos, o OLED é superior ao LCD. Mais finos, o painéis de OLED podem chegar, atualmente, a quatro milímetros de espessura, mais finos do que várias telas de smartphones. Neste tipo de display, cada pixel possui uma iluminação própria, o que resulta em uma qualidade de imagem superior, com contraste "infinito", onde o preto é realmente preto – e não uma luz bloqueada como no LCD – e as cores são mais vivas e reais. Devido a sua altíssima capacidade de atualização dos pixels (tempo de reposta do painel), a tecnologia OLED diminui os borrões e rastros de imagens em movimento.

Os benefícios são cores mais próximas do mundo real e um menor impacto ao meio ambiente, pois o OLED tem menor consumo de energia. Além disso, por serem mais finos, esses displays são mais ecológicos, na medida em que usam menos material durante a fabricação. A tela também mostra imagens nítidas com menos de 0.001 milissegundo, o que significa que uma TV OLED é cinco mil vezes mais rápida que uma LCD convencional.