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Por enquanto, somente alguns dados foram postados. "The Impact Team", grupo que assumiu a responsabilidade pelo ataque, ameaça colocar todas informações dos usuários online se o Ashley Madison optar por não fechar suas portas

Site de relacionamentos Ashley Madison foi alvo de hackers e dados de usuários foram expostos
AP Photo
Site de relacionamentos Ashley Madison foi alvo de hackers e dados de usuários foram expostos

A empresa responsável pelo Ashley Madison, um site para pessoas comprometidas encontrarem amantes, disse que seu sistema foi invadido por hackers e que as informações pessoais de alguns usuários foram parar na web.

Além disso, aqueles que estão por trás do ataque ameaçam liberar todas as informações pessoais do site, incluindo fantasias sexuais e informações financeira de seus usuários, caso a empresa decida não tirar o site do ar. A informação do ataque é de um blog de segurança proeminente.

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Com sede em Toronto, a Avid Life Media Inc, dona do Ashley Madison, afirmou ter recebido mensagens dos cibercriminosos, as quais incluíam trechos de informações pessoais, e por isso decidiu contratar uma empresa de segurança de tecnologia. A companhia e as agências de aplicação da lei já estão investigando o caso.

A violação foi relatada pela primeira vez na noite de domingo (19) por Brian Krebs, do KrebsonSecurity, um site focado em segurança cibernética. Ashley Madison, cujo slogan é "A vida é curta. Tenha um caso," diz ter 37 milhões de membros.

Segunda invasão a sites de relacionamentos

A invasão do Ashley Madison segue a violação de outro site de namoro, o Adult FriendFinder, que teve nomes, endereços de email, informações sobre a orientação sexual e até hábitos de quatro milhões de membros divulgados em maio.

De acordo com Krebs, os cibercriminosos que se aproveitaram de uma brecha do Ashley Madison e se identificam como "The Impact Team", já postaram grandes quantidades de dados do site, e alegam ter bancos de dados completos de usuários comprometidos, registros financeiros e outras informações.

Além dos dados pessoais aleatórios, os hackers também postaram mapas de servidores internos da empresa, informações de conta de rede de empregados, dados de contas bancárias da empresa e informações de salário, disse Krebs.

O suposto grupo também postou um manifesto ao lado dos dados, acusando a Avid Life Media, empresa por trás do site, de mentir para seus clientes sobre o serviço de US$ 19, que supostamente deleta toda a informação do usuário quando ele deixa o site, mas que na verdade fica guardada na bases de dados do site, explicou Krebs.

Os cibercriminosos disseram ainda que se a a Avid Life Media não tornar o Ashley Madison e outro site, o Established Men, offlines, o grupo vai liberar todas as informações da empresa, incluindo registros de clientes, fotos nuas, desejos sexuais, conversas online, transações com cartões de crédito, nomes reais e endereços, juntamente com documentos e e-mails de funcionários, dados que eles dispões segundo uma captura de tela do manifesto dos hackers postado por Krebs.

A Avid Life Media divulgou um comunicado nesta segunda-feira (20) de que tem sido capaz de garantir a segurança dos seus site e de fechar as portas dos sistemas. "Estamos trabalhando com as agências de aplicação da lei, que estão investigando este ato criminoso", diz o comunicado. "Quaisquer e todas as partes responsáveis ​​por esse ato de ciberterrorismo serão responsabilizados."

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