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Estúdio online de personalização de aparelho, Moto Maker é aposta da vez da Motorola, agora sob o comando da Lenovo

Moto Maker permite até que o usuário coloque seu nome no novo Moto G 2015
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Moto Maker permite até que o usuário coloque seu nome no novo Moto G 2015

Em novembro de 2013, a primeira geração do Moto G chegava ao Brasil por R$ 649 . Em setembro de 2014, a segunda geração era anunciada em Chicago, nos Estados Unidos, por R$ 699 . Uma diferença de R$ 50 apenas. Em 2015, nem um ano depois, a terceira geração do Moto G, lançado simultâneamente em São Paulo, Nova York e Londres, chegou ao Brasil na última terça-feira (28) R$ 200 mais caro que a versão 2013: R$ 849 o modelo com 8 GB de memória e 1 GB de RAM e R$ 899 a opção com 16 GB e 1 GB de RAM.

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O aumento de preço no modelo mais vendido durante 12 meses em sequência no Brasil acontece justamente depois da alta do dólar, é claro, mas também após a chegada de concorrentes de peso. O ZenFone 5, da Asus, foi lançado no Brasil em outubro do ano passado com preço promocional de R$ 499. Atualmente, é encontrado por um pouco mais, é verdade, mas que também já ganhou outro concorrente, o Redmi 2, da estreante Xiaomi. A chinesa, que chegou em julho ao Brasil, vende seu aparelho em eventos online por R$ 499 à vista, R$ 549 a prazo, cerca de R$ 300 mais barato que o novo Moto G, da Motorola.

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Perguntando sobre seus novos concorrentes, Sergio Buniac, presidente da Motorola no Brasil, disse que o objetivo do Moto G nunca foi ser o aparelho mais barato, mas sim o melhor custo-benefício da categoria intermediária. Mas, então, como justificar para o consumidor esse aumento considerável no valor final do Moto G 2015 para além do dólar? Uma das estratégias da Motorola para driblar o discurso do preço, além da imagem que o próprio aparelho conquistou ao longo dessas duas gerações, foi trazer para o Brasil o Moto Maker. O Moto Maker é um estúdio online que permite que o cliente customize o seu aparelho por fora e por dentro. Segundo Buniac, só do Moto G, são possíveis mais de três mil combinações. 

Hello Moto Maker

Criado em 2013 junto à primeira geração do Moto X, modelo mais avançado da Motorola na época, o Moto Maker é um programa que permite ao usuário customizar, por dentro e por fora, seu aparelho. Desde o lançamento desse estúdio online, como a Motorola gosta de chamar, o Moto Maker era visto como um grande trunfo, mas que tardou a chegar no Brasil. Muito provavelmente porque antes a Motorola não precisasse de outro argumento de venda além do seu aparelho custo-benefício. Com o Moto G 2015 custando a partir de R$ 849, a estratégia mudou.

Segundo Buniac, existe toda uma logística para que o Moto Maker funcione em um novo país. É preciso não apenas pensar na parte online do estúdio, mas fazer adaptações na fábrica, e esse seria, de acordo com ele, um dos motivos da demora. Para o executivo, ao trazer para sua própria operação de vendas online mais um argumento, a Motorola não está aumentando a competição com o varejo tradicional ou com as operadoras, mas dando ao cliente mais opções de escolha. 

O Moto Maker não vive só de cores. Além de poder escolher a cor do vidro frontal, se preto ou branco, o cliente consegue decidir a cor da capa traseira principal do Moto G, mandar fazer mais três opções de capas sobressalentes por apenas R$ 30, gravar seu nome na capa traseira, colocar uma saudação na animação de inicialização e até escolher a quantidade de armazenamento, se ou 8 GB ou 16 GB, e a memória RAM, de 1 GB ou 2 GB. Porém, tudo isso, só no site da Motorola, onde é possível comprar o aparelho à vista ou em 10x no cartão de crédito. Além disso, a Motorola não sabe dizer ainda se essa customização chegará aos dois irmãos do Moto G, o Moto X Play e o Moto X Style, que no lançamento apareceram com opções de traseiras diferentes também.

Para uma marca que reconquistou o consumidor brasileiro em dois anos com duas gerações de aparelhos apenas, o Moto Maker pode bastar, mas talvez não para sempre. Números recentes do IDC mostram que, globalmente, as chinesas Huawei e Xiaomi já passaram a Motorola em envio de smartphones às lojas, ambas impulsionadas pela China. Vale lembrar que a China também é a terra natal da Lenovo, atual dona da Motorola. Os embarques do segundo trimestre fecharam antes da chegada da terceira geração do Moto G e dos novos Moto X, é verdade, mas a pergunta que fica é: sem o preço baixo, o Moto G conseguirá manter o seu reinado no Brasil?

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