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Criadores receberam avalanche de apoios e pedidos para reconstruir a máquina, que viajava pelos Estados Unidos

Um dos criadores, David Harris Smith carrega o hitchBOT para sua apresentação nos EUA
AP Photo/Stephan Savoia - 16.7.15
Um dos criadores, David Harris Smith carrega o hitchBOT para sua apresentação nos EUA

O robô caroneiro que encontrou o seu inesperado fim nos Estados Unidos no fim de semana pode ganhar uma nova chance.

Os criadores do hitchBOT , Frauke Zeller e David Smith, disseram nesta segunda-feira (3) ter recebido uma avalanche de apoios e ofertas para reviver o robô desde que ele foi vandalizado a ponto de ser inutilizado e deixado em uma rua da cidade da Filadélfia no sábado (1º) e estão considerado reconstruí-lo.

O robô estava num experimento social sobre carona nos EUA após viajar pelo Canadá e partes da Europa sem nenhum incidente. Estranhos ajudaram o hitchBOT, que é imóvel, a viajar de um lugar para outro e a cumprir sua lista de tarefas.

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O robô, movido a energia solar, foi desenhado para atravessar continentes contando com a simpatia de estranhos e tinha capacidade de citar dados e realizar conversações limitadas. Além disso, estava equipado com um GPS e uma câmera para registrar a jornada e programado para tirar uma foto do que estava acontecendo ao seu redor a cada 20 minutos.

"São Francisco ou nada"

O robô, do tamanho de uma criança, começou a viagem nos EUA numa estrada no Massachusetts em 17 de julho, com a sua luva de borracha com o dedão levantado e uma faixa no corpo escrito "San Francisco ou nada"

Durante sua curta experiência norte-americana, o hitchBot participou de um jogo do Red Sox - vestindo uma camisa, inclusive - e deu uma volta no metrô de Nova York.

Smith disse que o hitchBOT teve também uma boa experiência na Filadélfia, onde participou de um piquenique familiar num parque e foi apresentado um famoso usuário do YouTube que programou o robô para sua próxima viagem.

Mas foi aí que o inocente hitchBOT encontrou seu fim.

Os criadores receberam uma foto do robô vandalizado caído em meio ao lixo e folhas mortas na Filadélia, seus braços de macarrão de piscina arrancados do corpo, o seu capacete e cérebro eletrônico em paradeiro desconhecido. Eles decidiram não publicar a imagem porque poderia entristecer algumas pessoas.

Frauke diz que muitas pessoas o procuraram com ofertas para reconstruir o robô, e sua equipe iria tomar uma deicsão sobre isso nos próximos dias.

"Nós não sabemos exatamente o que fazer, então nós temos que sentar com toda a equipe e ver onde estamos e o que podemos fazer", disse Frauke.

Desde que o assunto vazou, centenas de apoiadores foram às redes socais expressar sua tristeza e revolta:

"Eu estou transtornado. Espero que os autores sejam encontrados e punidos. Vida longa às boas memórias. Espero vê-lo reencarnado logo", escreveu um utilizador do Twitter. "Se eu pudesse dirigir, eu o teria ajudado pessoalmente nos Estados Unidos e garantido a sua segurança", escreveu outro.

Os criadores não sabem quem destruiu o hitchBOT e não estão interessados em investigar o incidente ou exigir punições. Por ora, eles estão focados na questão: "O que podemos aprender com isso?"

"Nós sempre nos perguntamos, no contexto deste projeto: 'Os robôs podem confiar nos humanos?'", disse Smith. "E, você sabe, acho que agora podemis dizer que, em grande parte, sim."

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