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Depois de passar pelo Canadá e pela Europa, hitchBOT tentava atravessar os Estados Unidos de carona, mas foi destruído na Filadélfia, antes de chegar ao seu destino final

AP

Um robô caroneiro que ganhou os corações de fãs de todo o mundo encontrou seu (triste) fim nos Estados Unidos. Os pesquisadores canadenses que criaram hitchBOT como um experimento social disseram que alguém na Filadélfia danificou o robô, deixando-o sem chances de reparo, neste final de semana, colocando fim a sua primeira turnê americana após duas semanas. "Infelizmente, infelizmente, é chegado o fim", disse Frauke Zeller, co-criadora do projeto.

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O robô do tamanho de uma criança partiu para os Estados Unidos após viajar todo o Canadá de carona em 26 dias no ano passado e de passear pela Europa. Apesar de ser um robô, hitchBOT não se mexe por conta própria, contando apenas com a bondade de estranhos para se locomover. Aqueles que davam carona muitas vezes passavam o robô adiante para outros viajantes, ou deixavam-o onde outros pudessem notá-lo.

Tudo começou em Marblehead, Massachusetts, em 17 de julho. Com o seu polegar levantado em direção ao céu e um sorriso em sua face digital, hitchBOT carregava uma fita adesiva em volta sua cabeça cilíndrica onde se lia "São Francisco ou nada".

Nesse período, o robô foi visto ao redor da área de Boston e brevemente levado para próximo do mar. Um dia, ele foi a um jogo dos Red Sox, algo que seus donos descobriram depois, verificando sua lista de passeios. Mas, infelizmente, hitchBOT nunca chegou ao largo da Costa Leste.

Os criadores receberam uma imagem do robô vandalizado no sábado de madrugada, mas não conseguiram rastrear sua localização porque sua bateria já estava morta. Eles disseram que não sabem quem o destruiu ou por quê.

O robô foi projetado para ser um companheiro de viagens, para jogar conversa fora e até vinha com algumas conversas pré-carregadas. Um GPS no robô rastreava sua localização, enquanto uma câmera tirava fotos a cada 20 minutos aleatoriamente para documentar suas viagens.

Durante viagens passadas, o robô participou de uma convenção de quadrinhos, de um casamento, e teve seu retrato pintado na Holanda. Ele também já passou uma semana com uma banda de heavy metal.

Com o robô destruído, Zeller disse que estava mais preocupada com as crianças que amavam hitchBOT e seguiam ele nas mídias sociais. Sua equipe não tem planos de liberar a última foto dele para proteger os jovens fãs que podem ficar perturbados.

"Espero que as pessoas não fiquem muito decepcionadas, muito tristes", disse ela.

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