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Novo recurso faz parte da integração com a plataforma Songza

A partir desta semana, o Google Play Música passa a contar com um novo recurso no Google Play Música: playlists feitas com curadoria humana e pensadas para diferentes momentos e situações do dia-a-dia. O Brasil é o 5º país do mundo a lançar o novo recurso no Google Play Música e o primeiro em língua não-inglesa. A inclusão desta novidade no Google Play Música faz parte da integração da plataforma com a Songza, empresa comprada pelo Google em 2014 e que tem como diferencial a criação de estações de rádios criadas 100% por mãos humanas.

De acordo com o Google, o assinante terá acesso a uma uma seleção de canções escolhidas por uma equipe de especialistas, como críticos musicais e etnomusicólogos. Será possível escolher a playlist com base em momentos do dia, manhã, tarde ou noite, estados de espírito, feliz, ansioso, tranquilo, entre outros, ou atividades, trabalhando, correndo, preso no trânsito. 

As playlists contextuais, como são chamadas, funcionarão de maneira integrada com as recomendações que já são feitas pelo algoritmo do Play Música e que são baseadas no comportamento online e nas preferências do usuário. Mas nessas playlists contextuais, a tecnologia só entra em ação para analisar algumas informações, como dia da semana e horário, e entender qual tipo de música é a mais indicada para o usuário e, a partir destas informações, sugerir uma estação criada pelo time editorial.

Concorrentes também possuem playlists diferenciadas

Na Deezer, que tem mais de 16 milhões de usuários ativos mensais e 6 milhões de assinantes em todo o mundo, as p laylists são prioridades. Atualmente, há mais de 100.000 playlists criadas, de diferentes tipos: temáticas, por humor, por ocasião e gênero. A Deezer também trabalha com curadoria humana associada aos algoritmos e tem mais de 50 editores espalhados pelo mundo ajudando na criação de playlists. No Brasil, quem faz esse papel é Yasmin Muller que, entre outras coisas, cria playlists locais, com músicas brasileiras, por exemplo. 

No Spotify, serviço com mais de 60 milhões de usuários ativos e mais de 15 milhões de assinantes pagantes, as playlists são feitas por uma curadoria humana. A equipe editorial tenta traduzir o comportamento social. Além disso, o foco é encaixar as músicas e em como elas, juntas, servem de trilha sonora para os momentos dos usuários.

Já as playlists do Napster são geradas por um time de especialistas, uma equipe própria responsável pelo editorial. Para a América Latina, o Napster abriu mão de empresas que fazem curadoria para o serviço nos Estados Unidos e Europa e montou uma equipe própria para atender a demanda do mercado latino-americano. O Napster também disponibiliza playlists criadas por celebridades como Paolla Oliveira, Leticia Spiller, MariMoon. As playlists também são desenvolvidas para cada momento do dia: ouvir parado no transito, pré sexta-feira, pós-balada categorizadas por gêneros, atividades, humor, décadas e etc.

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