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Versão de 5,7 polegadas chega para somar na família Galaxy S6

Quando o primeiro aparelho de tela curvada na borda surgiu, o Galaxy Note 4 Edge, anunciado na IFA de 2014, estava claro que se tratava de um protótipo . O Note 4 Edge, que tinha apenas uma das laterais com tela curva, era estranho, e não por acaso demorou para chegar às lojas. No Brasil, por exemplo, começou a ser vendido somente em março deste ano. Sua existência, porém, dava pistas sobre o futuro do design da Samsung. Em um mundo de smartphones cada vez mais parecidos, por dentro e por fora, encontrar uma forma de se diferenciar é o principal objetivo das fabricantes há alguns anos. E, ao que parece, a sul-coreana conseguiu.

Mal acabou de lançar o Galaxy S6 Edge, em março deste ano, e empresa já colocou uma nova versão nas ruas. E, curiosamente, o Galaxy S6 Edge+ reúne em um mesmo aparelho duas tendências que se tornaram apostas da Samsung: primeiro as telas grandes, afinal, são 5,7 polegadas, e agora as telas curvadas na bordas, o Edge. Logo que o Galaxy S6 e o S6 Edge+ começaram a ser vendidos, a mídia especializada, fontes como Forbes  e  o site Digital Trends , apontava para o sucesso do S6 Edge, mais procurado do que a versão tradicional, o Galaxy S6. Estava criada a tendência, pelo menos dentro da Samsung.

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Com o Galaxy S6 Edge+, a sul-coreana deixa claro, embora não diga oficialmente, que as curvas vieram para ficar. E que tal qual as telas grandes, pode virar uma característica de design que se alastra pelo portfólio, conforme fique mais barato de produzir essas telas que escorrem.



Por dentro, o Galaxy S6 Edge+ é praticamente o mesmo aparelho que o Galaxy Note 5, também anunciado em Nova York, nos Estados Unidos, no último dia 13. Isso, porém, em nada prejudica o aparelho. Mais do que apenas configurações, sabe-se, e a Samsung sabe também, que a escolha do smartphone passa pela questão estética, do estilo do usuário, além do bolso, é claro. Se por dentro o Galaxy S6 Edge+ é um aparelho poderoso, imagina por fora.

O processador é um Octa core (2.1GHz Quad Core + 1.5GHz Quad Core) de 64 bit, com 4GB de memória RAM, e versões com 32 ou 64 GB de armazenamento. A tela de 5,7 polegadas é Quad HD, de tecnologia Super AMOLED, com 2560 x 1440 pixels de resolução. As câmeras são as mesmas da outras versões do S6: traseira de 16 megapixels com abertura de F1.9, e frontal de 5 megapixels e F1.9 de abertura. A bateria é de 3.000 mAh, compatível com carregamento rápido sem fio e com fio, essa última uma novidade do S6 Edge+.

Além disso, o aparelho roda Android 5.1 Lollipop, mas modificado pela interface própria da Samsung. Muito embora em termos de design o TouchWiz pouco tenha evoluído, infelizmente, funcionalidades foram adicionadas. Além do recurso de transmissão ao vivo via YouTube, no software da câmera, a tela Edge ganhou novas possibilidades. O que é muito importante, visto que por mais bonito que um aparelho com as laterais curvadas seja, quase ninguém compra ele apenas por isso. É preciso ter alguma função agregada.

No S6 Edge+ é possível colocar na parte curvada da tela não apenas os contatos mais frequentes, como no S6 Edge original, mas também atalhos dos aplicativos mais usados. Além disso, a Samsung deixou o menu de configurações da tela Edge mais evidente. Agora, o usuário encontra um botão de configurações da tela Edge no meio dos atalhos de contatos ou dos aplicativos. Além disso, o usuário pode configurar a tela para brilhar colorido quando um contato frequente liga, receber notificações de aplicativos, ver as horas e até escolher quais dos lados da tela curvada será funcional.

A multiplicação de recursos da parte Edge do aparelho é importante, especialmente em um smartphone de tela maior ainda, mas seria bom se a Samsung acelerasse o passo. O Edge pode não ser um divisor de águas do mercado, mas tem potencial para mudar o design da empresa e ser a próxima tendência entre smartphones, mais uma lançada pela Samsung, e não pela Apple.

*A jornalista viajou a convite da Samsung.

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