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Produto criado em parceria com a TP-Link será lançado inicialmente apenas nos Estados Unidos e Canadá por US$ 199

Google diz que seu roteador sem fio será mais elegante, mais confiável, mais seguro e mais fácil de usar do que outras alternativas de longa data
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Google diz que seu roteador sem fio será mais elegante, mais confiável, mais seguro e mais fácil de usar do que outras alternativas de longa data

Nesta terça-feira (18), o Google anunciou que está trabalhando um roteador Wi-Fi, como parte do seu plano maior de proporcionar melhores conexões à internet e de tornar mais fácil o acesso das pessoas aos seus serviços digitais e a sua publicidade online.

Encomendas para o roteador sem fio de US$ 199, cerca de R$ 700, chamado OnHub, podem ser feitas na loja online do Google, na Amazon.com e no Walmart.com. O dispositivo estará à venda em lojas físicas do Estados Unidos e do Canadá entre o final de agosto e o início de setembro. O Google está divulgando o OnHub e sua forma cilíndrica como um grande avanço em uma área esquecida da tecnologia.

OnHub

A empresa baseada em Mountain View, Califórnia, promete que seu roteador sem fio será mais elegante, mais confiável, mais seguro e mais fácil de usar do que outras alternativas de longa data feitas por empresas como Arris Group, Netgear, Apple e outros especialistas de hardware. O Google se uniu com a fabricante de dispositivos de rede TP-Link para construir OnHub.

O OnHub irá se adaptar à evolução das necessidades de seus proprietários, uma vez que seu software será atualizado regularmente para desbloquear novos recursos, de acordo com Trond Wuellner, gerente de produto Google. O conceito de atualização do software do OnHub é semelhante ao adotado pela empresa em seu navegador Chrome e nos computadores pessoais que rodam seu sistema operacional, o Chrome OS.

Wuellner espera que a maioria das pessoas seja capaz de configurar o OnHub em três minutos ou menos. O roteador será gerenciado por meio de um aplicativo móvel chamado Google On que funcionará no iPhone, da Apple, bem como nos dispositivos que rodam Android, do Google.

A expansão do Google para área de roteadores sem fio pode evocar memórias de um incidente envolvendo a empresa e as redes de Wi-Fi em 2008, e que se arrastou por mais dois anos. Em 2010, o Google reconheceu que os carros da empresa destinados a tirar fotos para seus mapas digitais também tinham interceptado e-mails, senhas e outras informações confidenciais enviadas por meio de redes Wi-Fi desprotegidas. A intrusão tornou-se ironicamente conhecida como "Wi-Spy" entre os críticos do Google.

Embora o Google insista que não tenha quebrado nenhuma lei, foi obrigado a pagar US$ 7 milhões em 2013 para resolver acusações de espionagem ilegal feitas por 38 estados e pelo Distrito de Columbia, nos Estados Unidos. 

O Google prometeu não usar o OnHub para monitorar as atividades do usuário na internet. A empresa só vai armazenar informações pessoais enviadas através de uma conexão com a internet ligada ao OnHub quando o usuário visitar o motor de busca do Google ou de outros serviços, como o YouTube ou Gmail, e caso os controles de privacidade estejam definidos para permitir tal coleta de dados. Esta é a mesma coleta de dados que o Google já faz quando os usuários visitam seus serviços desde qualquer roteador conectado à internet.

Google vai vender roteador Wi-Fi OnHub sem fio nos Estados Unidos e Canadá por US$ 199
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Google vai vender roteador Wi-Fi OnHub sem fio nos Estados Unidos e Canadá por US$ 199

Google quer você mais conectado

O novo roteador representa a última fase da missão do Google de tornar mais fácil para as pessoas o ato de estar online. Além de soltar balões de internet e drones para diferentes partes do mundo sem muito acesso online, o Google também vem tentando reduzir o custo e acelerar as velocidades das conexões em países mais avançados, como os Estados Unidos.

Deste objetivo já nasceram o Google Fiber, um serviço de internet ultra-rápido que já está disponível em algumas cidades dos Estados Unidos e está chegando a mais de 20 outras. O Google também está se preparando para oferecer um plano de assinatura sem fio para smartphones que rodam Android.

O Google tem um incentivo financeiro para tornar a internet mais acessível e menos frustrante uma vez que ele é o motor de busca dominante no mundo, bem como dono do YouTube e do Gmail. A empresa acredita que as pessoas que passam mais tempo online estão mais propensas a interagir com um serviço do Google e clicar em um dos anúncios que geram a maior parte dos lucros do Google.

Assegurar a confiabilidade dos sistemas Wi-Fi também se tornou importante para o Google por uma outra razão. Como outras empresas de tecnologia, o Google espera vender mais aparelhos domésticos e outros equipamentos que necessitem de conexões sem fio com a internet. A divisão Nest, do Google, já vende termostatos, detectores de fumaça e câmeras de vídeo que dependem de Wi-Fi para funcionar corretamente.

Alphabet

O impulso do Google em promover o acesso à internet e de investir em outros campos distantes que vão desde carros autônomos até cuidados com a saúde tem deixado os investidores frustrados. Muitos acreditam que a empresa está gastando muito com sua miscelânea tecnológica. Ciente dessas preocupações, o Google criou uma holding chamada Alphabet que vai separar as coisas, o negócio de publicidade e de busca de vários projetos paralelos.

Ainda não foi decidido se o OnHub permanecerá sob o comando do Google ou se irá para outra parte do Alphabet.

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