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Jerry Shen esteve no Brasil para o lançamento do Zenfone 2

Jerry Shen, CEO da Asus
Divulgação
Jerry Shen, CEO da Asus

Em um evento em 2014, 500 pessoas conheceram os dois primeiros smartphones da Asus no Brasil, o Zenfone 5  e o Zenfone 6 . De acessórios, apenas capas protetoras. Um ano depois, foram dois eventos – sendo o maior deles chamado de Fenômeno Z, um lançamento para quase 900 pessoas, com várias pessoas deixadas de fora, no Auditório Ibirapuera – , e outro, mais recentemente, no PanAm, no Maskud Plaza, também em São Paulo.

Agora, são quatro modelos de Zenfone 2, principal aparelho da marca, e dois aparelhos para substituir o bem sucedido Zenfone 5, o Asus Go e o Asus Live, além de acessórios como flash portátil, bateria e fones de ouvido próprios. Tudo acontece sob os olhares de Jerry Shen, CEO global da marca taiwanesa que esteve presente nos maiores lançamentos e conversou com o iG  sobre o desempenho da marca no Brasil.

Desde que começou a operar no mercado de smartphones, a Asus pouco foi afetada pela má fama dos produtos asiáticos, chamados de xing-ling – mesmo que quase tudo venha da China, inclusive os iPhones, da Apple, o termo persiste no imaginário nacional. Pelo contrário, ao que parece, a boa fama conquistada pela divisão de placas-mãe da Asus acabou por preparar o terreno para a unidade de dispositivos móveis.

Asus lançou quatro versões do seu novo aparelho: Zenfone 2 Laser, Zenfone 2, Zenfone Selfie e Zenfone Deluxe
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Asus lançou quatro versões do seu novo aparelho: Zenfone 2 Laser, Zenfone 2, Zenfone Selfie e Zenfone Deluxe

Em 2014, a companhia taiwanesa chegava acompanhada de Sabrina Sato e dois aparelhos para concorrer com o mais bem-sucedido smartphones de todos os tempos, o Moto G. Em 2015, com celebridades de quase todas as áreas –  Marina Ruy Barbosa, Luiza Possi, o astronauta Marcos Pontes e a youtuber Kéfera – , a Asus mira mais alto com suas versões de Zenfone 2 na faixa dos R$ 2 mil.

De acordo com dados internos da Asus, foram vendidas 800 mil unidades de Zenfone 5 e Zenfone 6 no Brasil. Para o mercado nacional, onde bilhares de smartphones são vendidos por ano, tais números não surpreendem, mas para Jerry Shen, é motivo para voltar ao Brasil em grandes lançamentos, pois, conforme lembra, a Asus partiu do nada.

Nem Xiaomi, nem Apple

De fato, a Asus não se preocupa com a fama de outros asiáticos e tampouco com concorrentes diretos vindos do mesmo lado do globo e com uma estratégia bastante semelhante, como a Xiaomi. Muito embora a Xiaomi seja líder na China, a Asus está mais preocupada com o mercado global, e começou a expandir desde os primeiros Zenfones, ao contrário da concorrente, que chegou no Brasil apenas em junho deste ano.

Além de Taiwan, a terra Natal, a Asus já atua na China, Rússia, Índia, Japão, Estados Unidos, Colômbia e Brasil, para citar alguns. "Eles têm uma estratégia de marketing semelhante, e fazem coisas legais, mas não basta ter marketing, é preciso ter um produto que seja realmente bom, um herói, para vender. Temos um produto bom de vender, com design, especificações e experiência de usuário, estou certo de que podemos nos sair melhor do que eles", provocou. Shen espera fechar o ano com a Asus entre as cinco maiores fabricantes de smartphones no mundo.

Quanto ao Brasil, Shen sabe que o trabalho está no começo. "Não éramos ninguém, logo estamos felizes de conseguir entregar produtos com o nosso conceito de empoderamento do luxo para o mercado brasileiro", afirma. "Temos um time de engenharia e um time de design que trabalham juntos em nosso conceito. Entregar a melhor experiência não depende apenas das especificações, que são importantes, é claro, mas de como fazer elas resultarem em uma boa usabilidade".

Segundo Shen, há um elemento adicional nesta equação conflituosa: o preço. De acordo com ele, na Asus, cujo conceito – que ele repete o tempo todo – é o empoderamento do luxo, o grande desafio é entregar um produto bonito em termos de design, potente em termos de configurações e que caiba no bolso dos consumidores. "Nosso trabalho é transformar essas especificações em uma experiência de usuário satisfatória. É preciso traduzir configurações em experiência e preço justo".

Parte de uma indústria que tem dificuldades de inovar atualmente e que tem a Apple como maior nome, a Asus vem, segundo Shen, revolucionando em outro aspecto: ao vender produtos mais baratos. "A Apple tem um ótimo produto, mas não tem opções para quem está começando, de entrada, ou para um público com menos dinheiro. O produto é lindo, mas o preço é alto, nós queremos mudar essa lógica e entregar um smartphone bom e belo sem ter que cobrar muito por isso. Esse é o nosso desafio, isso é o que podemos mudar na indústria".

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