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Em Nova York, gerente para a América Latina, Yolanda Camberos, disse que legislação do País é "muito complexa"

A burocracia brasileira e os altos custos para importações levam o País não só a ter os produtos importados mais caros, como faz com que eles demorem excessivamente para chegar a seus clientes quando comparado a países vizinhos, como Colômbia, Venezuela e Argentina.

Yolanda disse que preços de produtos no Brasil chegam a ficar até 40% mais caros
David Shalom/iG São Paulo - 12,11,2015
Yolanda disse que preços de produtos no Brasil chegam a ficar até 40% mais caros

Quem afirma isso é a gerente para estações de trabalho da HP na América Latina, Yolanda Camberos, que conversou com jornalistas do sub-continente em mesa redonda da qual o iG participou, na manhã desta quinta-feira, em Nova York. "A legislação do Brasil é extremamente complexa, há muitas taxas, que variam de produto para produto, e que chegam a aumentar seus preços, em média, em cerca de 30%, 40%", disse Yolanda, no dia seguinte ao lançamento da nova linha de computadores pessoais portáteis da empresa."Todos os produtos da nova geração [quatro laptops a preços ainda não anunciados] chegarão ao mercado em janeiro. Apenas o Brasil os receberá um pouco mais tarde, em fevereiro, talvez março."

Na entrevista, a executiva exaltou a experiência de dividir a HP em duas empresas - uma voltada para a fabricação de computadores e impressoras e a outra, para soluções de servidor e armazenamento -, oficializada há poucas semanas, que levou as ações de ambas a subir na última quinzena, e garantiu que ela servirá para otimizar os negócios de cada uma delas - "já que não competimos mais internamente com outros produtos".

O primeiro passo para a hoje chamada HP Inc. foi justamente o lançamento da nova geração dos Zbooks - o primeiro da "start up" de mais de US$ 50 bilhões -, estações de trabalho com o dobro da capacidade da linha anterior que prometem aumentar ainda mais a liderança da empresa no nicho. Agora, o objetivo é fazer com que as potentes máquinas, usadas em trabalhos cuja demanda por eficiência é enorme (como produção de animações 3D, mapeamento de desastres naturais e pesquisas em estações espaciais), chegue ao pequeno e médio empreendedor, muitas vezes sem conhecimento da diferença entre elas e os populares PCs.

Atualmente, a HP tem entre seus clientes grandes estúdios de Hollywood e a Nasa. Dependendo dos ajustes, as estações de trabalho podem ser um pouco mais caras que os computadores pessoas ou passar dos US$ 20 mil. "É essencial chegar a essas empresas, e uma das formas será com as lojas da HP que estamos abrindo nos países, nas quais poderemos apresentar os produtos aos potenciais clientes. 2016 será um ano de grande oportunidade para as workstations portáteis", avaliou a executiva.

"As pessoas estão percebendo que, se querem faturar mais, seja um arquiteto, um produtor de filmes, etc, elas necessitam de um equipamento que tenha capacidade de preencher todas as suas necessidades, de real confiança e capacidade. E é exatamente isso o que oferecemos a elas."

*A reportagem do iG viajou para Nova York a convite da HP.

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